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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Análise do filme O Homem do Pau-Brasil

Capa do DVD do filme O Homem do Pau-Brasil

A percepção que a maioria tende a ter perante um filme como O Homem do Pau-Brasil tende a ser negativa, visto que ele aborda – de modo totalmente experimental – vários aspectos polêmicos, originais e conflitantes entre si. Conforme explica Walter Benjamin, o convencional é apreciado acriticamente e o que é uma representação genuína do novo, com aversão. Assistindo ao filme, o espectador, que está habituado a uma narrativa cinematográfica linear clássica (holiwoodiana), sente a provocação do enredo através do frenesi da sucessão de imagens carregadas de teatralidade, além de diálogos e falas complexas. Esses fatores possibilitam que haja um "ruído" na comunicação do diretor do filme com o espectador, ao ponto que, para Luis Martino, há comunicação quando duas consciências se comunicam e compreendem a mesma mensagem. 
A obra cinematográfica, que retrata a introdução do Modernismo no Brasil através de uma de suas figuras mais importantes, Oswald de Andrade, é minada de peculiaridades. Uma delas é justamente o fato de Oswald ser representado por dois atores ao mesmo tempo: um homem e uma mulher. Essa é a tentativa de evidenciar o lado masculino e o lado feminino do artista. A dificuldade inicial de compreender o filme pode estar vinculada à estranheza que sentimos ao ver Oswald, uma pessoa física, sendo representado por duas pessoas ao mesmo tempo. Isso se deve ao fato de que a representação conjunta pretende dar conta da personalidade de Oswald, ou seja, representá-lo como um objeto formal, e não apenas o corpo físico como objeto material. 
Como afirma Foucault, pensar é um ato de violência. Não há como pensar no meio termo, pensar é se auto-afirmar de algum lado. Os modernistas, por sua vez, sustentavam seus pensamentos contraculturais através da auto-afirmação frequente que praticavam. Eles se propuseram a pensar e discordaram, em vários âmbitos, do sistema vigente na arte, na política, na igreja. Portanto, produziram diferença ao se comunicarem, querendo desconfigurar e desnaturalizar as coisas. No longa-metragem, há uma predominante comunicação verbal, e esse tipo de linguagem foi fundamental para que o movimento prosperasse. Algumas falas eram reproduções de importantes obras da época como, por exemplo, o Manifesto Antropófago de Oswald, que colaborou significativamente para a passagem de um pensamento “cultural” para um pensamento “contracultural”.
Para Lucien Sfez, a comunicação é a nova religião capaz de articular todos os saberes possíveis. Bem como Adriano Rodrigues afirma que com o surgimento do “campo dos média”, os campos deixaram de estar conectados com a religião, que os agregava, e passaram a ter como centro “universalizante” a comunicação. Oswald, nesse sentido, representa um pastor. Pois quem seria melhor para que possamos entender esses meios, senão o artista que é, ao mesmo tempo, meio e mensagem? Oswald é fruto desse meio e mensagem do meio, tem a capacidade de reunir pessoas em torno do seu trabalho, contemplando e pensando sobre suas ideias. Outro exemplo de artista que serve como meio para a disseminação do Modernismo é Tarcila do Amaral. Fica evidente sua capacidade de comover outrem quando ela mostra um quadro seu, chamado “A Negra”, a uma negra francesa, a qual fica instantaneamente estupefata ao se deparar com a pintura por reconhecer no quadro a figura de sua avó. Essa catarse da espectadora diante da bela arte está diretamente ligada à aura de que fala Walter Benjamin.
Os modernistas são contrários à dominação da Igreja. No filme, os padres se aproveitam da fé e exercem uma comunicação que persuade os fiéis, seja os extorquindo - como no caso das viúvas -, seja os doutrinando - como no caso dos índios. Segundo Adorno, isso seria a transformação dos bens simbólicos em mercadoria. A fé estaria, então, sendo transformada em mercadoria. Durante uma cena, por exemplo, alguém está abrindo os baús dos padres, os quais tentam impedir alegando que lá dentro não havia nada mais além de “instrumentos de disciplina”. Podemos relacionar essa situação à filosofia do Adriano Rodrigues, que diz que um campo desenvolve uma série de instrumentos pedagógicos para fazer as pessoas aderirem a ele.
Conforme Adriano Rodrigues, para um campo social poder se sobressair e se desenvolver, é necessário que seus rituais sejam expostos. O Modernismo, por seu turno, expôs intensamente os seus rituais no ambiente artístico e cultural da época e, assim, acabou tendo repercussão. Segundo Martino, estar infectado pela cultura é amplo, geral e irrestrito. De modo que quem é “infectado” precisa disseminar essa nova visão ou “vírus” e desbancar os movimentos existentes. Este último aspecto pode ser associado à crítica de Adriano que declara que a comunicação propõe o bom senso, uma política de interpretação, ou até mesmo a ironia de zombar das diversas teorias e do cenário da vida cotidiana. 
Em “O Homem do Pau-Brasil”, há um diálogo entre Rosa e os personagens que representam as personalidades do Oswald em que aquela vai dizer: “vocês precisam compreender a arte por suas causas materiais. O modernismo é o período alto do burguês no primeiro café valorizado. Feito por vocês, pessoas assim como café: de uma valorização toda artificial”. Seguindo a lógica do Adorno e da Indústria Cultural, toda a cultura transformou-se em produto, em mercadoria. Desse modo, o indivíduo também acaba se tornando uma mercadoria, e a cultura é absorvida de forma a se transformar em prestígio para o indivíduo, não em conhecimento. A figura masculina de Oswald responde: “Imagine. Nós, artistas anônimos na revolução!”. Tal resposta evidencia que a cultura começa a ser valorizada artificialmente, uma vez que o seu conteúdo deixa de ser o essencial e dá lugar à capacidade que ela tem de promoção do indivíduo.
Pelas dimensões analisadas aqui, e por outras tantas, a conclusão a que Vera França chegou parece ser cada vez mais pertinente: a modernidade não descobriu a comunicação, apenas a problematizou.

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Evoé
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Yamato


Yamato (ou Otoko-tachi no Yamato) é um filme japonês, lançado em 2005. Yamato é um filme revolucionário e também comovente (confesso que chorei vendo).
O filme inicia com Makino Uchida (Kyoka Suzuki) chegando ao sul do Japão. Lá ela procura por alguém que possa lhe alugar um barco e levá-la até o lugar onde afundou, há 60 anos atrás, o navio de guerra, Yamato. Todos se negam em atender esse pedido, até que Makino encontra Katsumi Kamio (Tatsuya Nakadai), ex-tripulante do navio. Nessa jornada até Yamato, Kamio revive sua lembranças, compartilhando-as com Makino.
Em abril de 1945, Yamato, o maior e  mais poderoso navio de guerra do mundo parte em uma missão suicida. O desejo maior dos mais de 3000 tripulantes a bordo é proteger seus entes queridos, suas famílias, seus amigos e seu país. Eles partem corajosamente nessa missão.
Apesar de Yamato parecer ser um filme de guerra, de todo ele não o é, pois não explica as razões do desta em si, mas se foco no conflito dentro de cada ser humano, especialmente dos rapazes da Marinha Imperial, que se veem em meio às dúvidas sobre a obrigação de sacrificar-se para tentar salvar seu país.
Para produzir essa obra-prima, 600 milhões de yenes foram gastos na construção de um cenário que é uma réplica exata dos 190 metros da proa à popa do Yamato, algo sem precedentes na história cinematográfica japonesa. A direção é de Junya Sato que dá vida à história original de Jun Henmi.




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segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Viagem de Chihiro


A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi, 千と千尋の神隠し) é um filme de animação japonesa dirigido por Hayao Miyazaki e produzido pelo Studio Ghibli. O filme ganhou o Urso de Ouro no festival de Berlim de 2002 e também, o Oscar de melhor animação em 2003.
O filme conta a história de Chihiro, uma menina de dez anos que está um tanto chateada por ter que se mudar de cidade, deixando muitas lembranças e amigos para traz. No meio da viagem, os pais de Chihiro tomam o caminho errado e acabam indo parar na entrada de um misterioso túnel.
Mesmo contra a vontade, Chihiro atravessa o túnel com os pais e vão para em uma terra mágica. Lá Chihiro precisa deixar de lado seu lado medroso e mimado, amadurecendo, vencendo suas limitações para que assim possa salvar os pais que ficam presos em uma maldição. Com ajuda de Haku, Kamaji, e outros amigos que Chihiro vai fazendo ao longo da trama, ela se aventura em um universo fantástico, povoado de fantasmas e deuses.
A Viagem de Chihiro é um filme lindo. Uma obra de arte em todos os quesitos.



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segunda-feira, 5 de maio de 2014

O Velho e o Mar


A novela de Ernest Hemingway, O Velho e o Mar, ganha uma pequena adaptada em formato de animação. A criação é por conta do artista russo Aleksandr Petrov e é simplesmente linda. Utilizando-se da técnica de desenhar em pranchas de vidro, apagando e repintando detalhes de cenas a cada mudança de quadro, Petrov cria imagens com um tom onírico e um tanto etérico. Outro detalhe interessante, o artista não utiliza pincéis, mas os próprios dedos!
Essa animação conquistou um Oscar na categoria melhor curta de animação. Outros trabalhos desenvolvidos por Petrov e que são verdadeiras riquezas da literatura são: A Sereia (Púchkin) e Sonho de um Homem Ridículo (Dostoiévski)

 


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domingo, 6 de abril de 2014

La Tête en friche (Minhas Tardes com Margueritte)





Minhas Tardes com Margueritte é um filme sobre o poder da amizade e da literatura. Germain (Gérard Depardieu) é um homem solitário e quase analfabeto, Margueritte (Gisèle Casadesus) é uma velhinha apaixonada por livros. No acaso de um dia qualquer, Germain senta ao lado de Margueritte em um banco na praça e o que acaba acontecendo é um daqueles encontros capazes de mudar os rumos previstos.
Margueritte lê para Germain um trecho do livro "A Peste", de Albert Camus, e assim começa a revelar um universo de magia até então desconhecido para ele. Com a gradual perda de visão dela, Germain é que passa a ler as histórias.
No decorrer do filme, a relação de Germain com a namorada, com o trabalho, com a mãe e com os amigos, mostra que o cinquentão brutamontes e ignorante é, na verdade, um homem extremamente sensível e terno. É um filme cativante.

Trailer:



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quarta-feira, 26 de março de 2014

Ikiru (Viver), de Kurosawa


 Ikiru é um filme japonês de 1952 escrito e dirigido pelo grande cineasta Akira Kurosawa. Takashi Shimura interpreta Kanji Watanabe, um idoso que passou sua vida como um servidor público exemplar e que agora, ao descobrir um câncer no estômago, busca o real significado de sua existência. O filme é um poderoso questionamento sobre o desperdício da vida, com cenas inesquecíveis e interpretações marcantes. Narrado em duas partes, Ikiru mostra os conflitos do protagonista no presente através de uma série de retrospectivas de sua vida. É um filme sobre a desilusão e desumanização dos nossos dias (atualíssimo). É um poema em preto e branco.
Aqui o trailer, pra quem quiser conferir:



quinta-feira, 20 de março de 2014

Tonari no Totoro


Meu vizinho Totoro ou Tonari no Totoro  (となりのトトロ) é um filme de animação japonesa, que tem direção e roteiro de  Hayao Miyazaki.
As irmãs Mei e Satsuki se mudam com o pai para o interior do Japão, com o objetivo de ficar próximo da mãe que está internada em um hospital. Na sua nova casa, as garotas viverão muitas aventuras ao lado de Totoro, espírito protetor da floresta.
O filme é mágico e lindo, transporta o espectador para conhecer um pouco mais do imaginário japonês. Totoro, chama-se na verdade Torōru (que vem do inglês, "troll"), porém, a pequena Mei não consegue pronunciar este nome, chamando-o assim de Totoro.
Hayao Miyazaki é também diretor e roteirista do filme, Princesa Mononoke. Seus filmes tem como temas recorrentes a relação da humanidade com a natureza e a tecnologia, e a dificuldade em manter uma ética pacifista.


 


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terça-feira, 11 de março de 2014

O Carteiro e o Poeta (il postino)




O Carteiro e o Poeta (il postino) é um filme dirigido por Michael Radford, baseado no livro Il Postino, de Antonio Skármeta que conta sobre a amizade do poeta chileno Pablo Neruda e um carteiro que deseja aprender a fazer poesia.
O Carteiro e o Poeta narra o exílio - por motivos políticos - de Neruda em uma ilha na Itália. Lá, ele conhece Mario, um carteiro humilde e quase analfabeta, que se encarrega de suas correspondências. Com o passar do tempo nasce a amizade entre os dois, enquanto Mario ouve Neruda contar das lembranças do Chile, Neruda ajuda Mario a aprender a escrever poemas para mulher que ama.
É um filme realmente lindo, regado de belas paisagens italianas.





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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Princesa Mononoke (Mononoke Hime)



Princesa Mononoke (Mononoke Hime) é um filme de animação japonês dirigido por Hayao Miyazaki (criador também de Meu Vizinho Totoro e A Viagem de Chihiro).
O filme se passa no Japão da Era Muromachi, quando homens ainda conviviam com deuses e feras. Quando um poderoso demônio possui o corpo do deus-javali e invade a aldeia dos Emishi, o príncipe Ashitaka vê seu destino se transformar: ele carrega uma maldição. Aconselhado pela anciã da aldeia, o jovem príncipe parte para a Floresta Proibida para buscar pela cura. Nessa jornada Ashitaka acaba conhecendo os mistérios da natureza, dos animais deuses, dos espíritos da florestas, dos homens e da princesa Mononoke.
Princesa Mononoke é um fábula sobre a eterna luta entre o homem e a natureza consegue aqui trazer uma poesia extrema, sem bons ou maus, vencedores ou perdedores. Cada um lutando por sua própria sobrevivência.
É um filme realmente lindo e surpreendente. Enredo que instiga e cativa.




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sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Jovem Rainha Vitória (The Young Victoria)


A Jovem Rainha Vitória (The Young Victoria) é um filme britânico de 2009, dirigido por Jean-Marc Vallée.
A história inicia no ano de 1837, quando Vitória, com 17 anos, está no centro de uma luta pelo poder real. O Rei Guilherme IV está por morrer e Vitória é a herdeira do trono. Dominada por sua mãe (Miranda Richardson) desde menina, Victoria cresceu a sombra de rígidas "Regras Kensington", que objetivavam cuidar de sua proteção a todo instante, já que ela era a última de sua linhagem real. Agora, prestes a tomar o trono, Victoria sofre com as jogadas políticas da mãe (Duquesa de Kent) e seu ambicioso conselheiro John Conroy (Mark Strong).
Pouco antes de ser coroada, Victoria se aproxima de seu primo Albert (Rupert Friend), Príncipe da Bélgica, que se afeiçoa a ela.  Após sua coroação ela passa a ser cortejada pelo lord Melbourne (Paul Bettany), primeiro ministro da época. Dividida entre Melbourne e Albert, Victoria se vê diante de uma crise institucional devido sua conduta em assuntos políticos do país.
Filme de excelente roteiro, figurino e fotografia. Uma história que cativa e emociona.
Em 2010 o filme foi indicado ao Oscar, consquistando o prêmio de Melhor Figurino.



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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Miss Potter


Helen Beatrix Potter foi uma importante escritora e ilustradora inglesa, célebre pelos seus livros infantis. O filme Miss Potter conta a infância e maturidade Beatrix, que mantinha sua privacidade guardada a sete chaves, a ponto de escrever um diário em código, compreendido somente 15 anos após sua morte.
Miss Potter leva o espectador aos cenários de Londres do final do século 19. Dotada de uma enorme imaginação e sensibilidade, Beatrix desde menina transporta ao papel o mundo que percebe. Exímia desenhista e contadora de história, Beatrix quebra paradigmas de seu tempo rumo a profissão de escritora e ilustradora. Em meio a esse mundo cheio de magia e descobertas, o coração de Beatrix bate mais forte... desde então, a vida da escritora é recheada de fortes emoções.
Miss Potter é um filme emocionante. uma verdadeira lição de vida. Seu enredo é ao mesmo tempo forte, suave e mágico. Fotografia, cenário e figurinos são excelentes, eles remetem o espectador à cena.




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sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Princesinha


A Princesinha (A little princess) é um filme estadunidense do gênero aventura e drama, dirigido por Alfonso Cuarón.
A Princesinha tem roteiro baseado no conto infantil de Frances Hodgson Burnett, a mesma autora de O Jardim Secreto. 
Criada na distante e exótica selva da Índia, a jovem inglesa, Sara Crewe (Lisel Matthews), sempre viveu feliz. Apesar de órfã de mãe, Sara teve todo carinho de seu pai. Quando eclodiu a 1° Guerra Mundial, o valente Capitão Crewe(Liam Cunningham) foi chamado. A pequena Sara é então enviada para Nova York, deixada em um luxuoso internato para moças, no qual sua mãe já estudara. 
Sob rígida disciplina aplicada pela mão de ferro da Srta. Minchin (Eleanor Bron), Sara conhece o lado triste da vida.Um lado sombrio que ela pretender mudar!
Esse filme é encantador. Uma história comovente e linda. Uma trajetória de força, esperança e aprendizagem!




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domingo, 29 de abril de 2012

Herói (Hero)


Herói (Hero) faz parte da minha lista de favoritos de produções cinematográficas orientais. Herói é uma produção realizada por Zhanf Yimou, lançada em 2002.
Na China ancestral, antes mesmo de existir um imperador, a nação era dividida em reinos: Qin, Zhao, Han, Yan, Chu e Qi. Esses reinos travavam guerras entre si pela conquista da supremacia, uma tenebrosa disputa que só trazia ao povo sofrimento e mortes.
O soberano do norte, o rei de Qin, o mais determinado, sofre ameaças e tentativas de assassinato. Entre seus assassinos destacam-se os lendários matadores de elite: Céu, Neve e Espada Quebrada.
Assim, temendo um dia ser vítima de um desses três matadores, o rei de Qin promete grande poder, riqueza e uma audiência privada com ele para quem os executá-los.
Um dia um delegado de um dos condados de seu reino entra no palácio carregando as armas dos assassinos, afirmando ter derroado os três inimigos. 
Nessa audiência entre o rei e o guerreiro, apenas uma distância de dez passos os separam. Nesse pequeno espaço paira uma emociante história de amor, honra e dever, carregando o significado do que é ser um herói.
Herói é um filme empolgante, tem uma fotografia belíssima, cenário, indumentária e efeitos especiais excelentes. O enredo é denso, profundo. Uma curiosidade interessante é a forma como os flashbacks são desenvolvidos: cada flashback do filme é diferenciado pela cor predominante da cena e pelas roupas usadas pelos personagens. As tonalidades de cor são dotadas de significado - vermelho (paixão), azul (amor), verde (juventude), branco (verdade), preto (morte).





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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Meu Monstro de Estimação


Meu Monstro de Estimação é o filme baseado no livro com mesmo nome.
Embasado em uma das mais famosas e intrigantes lendas britânicas, o enredo se passa na época da Segunda Guerra Mundial, na Escócia, quando o pequeno Angus MacMorrow (Alex Etel), um solitário garoto, sonha com o retorno de seu pai para casa. Um dia, caminhando pela praia, Angus descobre um misterioso objeto que vem a descobrir depois ser um ovo do lendário monstro do lago Loch Ness. Crusoé, nome dado por Angus ao seu novo amigo, levará o jovem garoto a viver uma jornada inesquecível e única.
O filme traz efeitos visuais dos criadores de "O Senhor dos Anéis". Tem um enredo emocionante e consistente e uma fotografia bela, brindando o espectador a contemplar as mais belas paisagens escocesas.
Eu recomendo!


 

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sábado, 17 de março de 2012

Ponte para Terabítia



Ponte para Terabítia (Bridge to Terabithia) é um dos meus filmes favoritos! 
Jess Aarons (Josh Hutcherson) é um garoto um tanto tímido e solitário. O mundo a sua volta revela-se distante e desconexo dele, fazendo-o se sentir um estranho na escola e na própria família.
A visão de Jess começa a se transformar quando Leslie Burke (AnnaSophia Robb), sua nova colega de classe e vizinha, entra em sua vida. Leslie é uma garota moderna, com uma grande imaginação, espírito aventureiro e nobreza. 
Jess e Leslie se tornam grandes amigos e, juntos, criam o mágico e secreto reino de Terabítia. Em Terabítia eles vivem inúmeras aventuras, lutam com criaturas fantástica e sobrias, dividem anseios e dão vasão a uma nova visão de mundo.
Eu adorei esse filme: atores, fotografia, efeitos especiais, trilha sonora... e o enredo, emocionante, cativante!


"Feche os olhos, mas mantenha a mente aberta..."
(Bridge to Terabithia)



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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Garota da Capa Vermelha


A Garota da Capa Vermelha é a Chapéuzinho Vermelho dos tempos modernos. Passa-se na Idade Média, tendo como protagonista Valerie (Amanda Seyfried), uma jovem que vive em vilarejo assombrado por um lobisomem.
Valerie descobre que foi prometida a Henry (Max Irons), filho de uma família rica do local; porém, seu coração já tem dono, Peter (Shiloh Fernandes), um lenhador. Decidida a ficar junto com quem ama, a jovem resolve fugir com Peter, mas seus planos acabam indo por água abaixo quando sua irmã mais velha é assassinada por um lobisomem.
Agora, Valerie vive momentos de terror e medo, na insegurança de seu vilarejo. Afinal, quem é o lobisomen? Em qual rosto ele se esconde? Homem, mulher, criança, esposa, espaso, filho, filha... qualquer um pode ser o terrível monstro...
Achei bastante interessante esse filme. Adorei a fotografia, cenário e indumentária. A trilha deu peso para a atmosfera de mistério e suspense. Os efeitos especiais também são muito bons. O que peca um pouco são os diálagos.




(Imagem retirada do site Google)


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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Män Som Hatar Kvinnor)


Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Män Som Hatar Kvinnor) é um filme suéco baseado no livro de mesmo nome, de Stieg Larsson (para saber mais do livro, aqui).
O filme é surpreendente. O diretor Oplev segue bastante à risca o texto original. Aliás, é um dos poucos filmes baseados em livros que tem um roteiro perfeitamente encaixado, dos que eu já assisti.
O clima de thriller é muito bem construído e a atmosfera de suspense e de mistério prende a atenção do espectador. 
Afinal, o que realmente se esconde por trás do desaparecimento de  Harriet Vanger?  Quanta perversidade é oculta na famosa e rica família Vanger? Uma longa e instigante investigação feita pelo exímio jornalista investigativo Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), auxiliado pela brilhante e traumática hacker, Lisbeth Salander (Noomi Rapace)... 
Pistas, perigo, códigos, segredos, desejo, ambição, loucura...
Um filme denso, com cenas pesadas e realistas; de personagens fortes e complexos. De uma fotografia, cenário e trilha impecáveis.





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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Gato de Botas 3D


Tudo bem, eu confesso! Eu gosto de assistir alguns filmes infantis, sim... Por esse e por outros motivos é que eu não pude deixar de ir assistir Gato de Botas 3D!
Esse é o primeiro filme solo de um personagem da franquia Shrek. E narra a história da infância e juventude do Gato de Botas.
O visual do filme é fenomenal, nota dez para direção de arte e o traço dos personagem. A atmosfera é meio latina, com mistura de Zorro e também faroeste. A trilha sonora também é ótima e sustenta muito bem as passagens da história.
O enredo é divertidíssimo. O Gato de Botas vive uma trama de aventura, traição e duelos. Assim como em Shrek, há referências a contos de fadas, como o de 'João e o Pé de Feijão'.
Quanto ao 3D, não há muitos objetos saltando em frente a tela, mas a profundidade é bastante trabalhada, valorizado o traço dos personagens.
É um filme de ritmo envolvente, feito para todas as idades!





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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Midnight in Paris (Meia Noite em Paris)


Midnight in Paris (Meia Noite em Paris) é um filme escrito e dirigido por Woody Allen, lançado em 2011.
O filme conta a história de Gil (Owen Wilson) que sempre foi grande admirador de grandes escritores americanos e quis ser como eles. O destino lhe levou a atuar como roteirista em Hollywood, o que lhe rendeu muito dinheiro, mas também frustração.
Agora em Paris, ao lado da sua noiva Inez (Rachel McAdams) e de seus pais, Gil, inspirado pela cidade luz, tem a oportunidade de rever sua vida. Ele entra numa louca aventura, em passeios que, em um passe de mágica, transporta-o para Paris de 1920, época em que Gil considera a melhor de todas.
Nessas "viagens", Gil torna-se se amigo de inúmeros intelectuais e artistas que frequentavam a cidade da luz naquela época, como: F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein e Ernest Hemingway. Enquanto Gil entra nessa fantasia, ele vive um intenso desinteresse por Inez e uma forte paixão por Adriana (Marion Cotillard) - amante de Picasso, ex de Modigliani e Braque. Confronta-se com a ilusão de viver um uma época diferente da sua, nesse caso a "época de ouro" francesa.
Nessa obra Woody Allen resgata o realismo mágico, outrora utilizado em "Neblina e Sombras" (1991) e em "A Rosa Púrpura do Cairo" (1985). Traça uma interessante história interpretada pelo seu alter ego, Gil, buscando homenagear seus artistas preferidos. 
Midnight in Paris, revela a eterna insatisfação do ser humano com o presente e que sempre haverá a Idade de Ouro, mesmo que estejamos vivendo nela.
É um filma fantástico. Trilha, personagens, figurinhos, cenários, fotografia, enredo, tudo é nota dez! É encantador!



(Imagem retirada do site Google)


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domingo, 27 de novembro de 2011

O Palhaço


Filme simplesmente sensacional! Lindo mesmo. Adorei o enredo, a fotografia, cenários, figurinhos, os atores e a trilha com aquela batida circense foi realmente muito bom. Os filmes brasileiros têm me surpreendido e "O Palhaço" se enquadra nessa categoria.
Uma jornada de autodescoberta, cheia de douçura. O filme conta a história de Benjamim (Selton Mello), que vive nas estradas trabalhando na trupe do Circo Esperança como palhaço. Ele e seu pai, Valdemar (Paulo José), formam a divertida dupla de palhaços, Pangaré e Puro Sangue. Essas duas figuras não são  apenas responsáveis por arrancar risos do público, como também, de coordenar a trupe.
O filme se passa, talvez, na década de 1980, no interior do Brasil. E mostra o conflito que Benjamim vive, "Eu faço o povo rir, mas quem vai me fazer rir?". Benjamim é um palhaço sem identidade, CPF e comprovante de residência, criando uma metáfora com o fato do protagonista estar confuso quanto aquilo que o faz feliz e quanto aquilo que realmente ele é.
Esta é uma linda e emocionante jornada de descoberta, regada com aquele antigo humor e magia circense pouco visto nos dias atuais.



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