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quarta-feira, 29 de abril de 2015

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Gosto mesmo é de gente espontânea, que não tem medo de ser o que se é, que não tem medo de errar e se errar, ter a humildade de admitir o erro. Gosto é de gente que sorri e que chora, de gente que se preocupa com outras gentes, de gente que se diverte e que batalha. Gosto de gente que tenha sonhos, de gente que é gente, de gente que abraça. Gosto de gente que viaja, que se perde pra se encontrar, que se revira, que se transforma, gente que vive, que espera, gente que busca, gente que é de verdade. Gosto de gente e gentes e tanta gente. Gosto dessa gente que também é um pouco de mim... que é gente.
 
 
Michelle C. Buss
 
 
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

: O vazio não é tão vazio assim. Há um intervalo de vazio no próprio vazio


(...) como um eco no vazio que não se esvai... Uma história que é tramada mas que não se pode ter clareza dos fatos, do ritmo e do rumo. Há somente um ruído, uma nuance de matiz que não se apaga, que se mantém acesa durante o curso do dia, não se dilui, vira memória. reticênciasentreparênteses é uma obra que provoca, que inspira, que nos joga em um cenário tecido de palavras e figuras que dialogam, que se confundem, que se confrontam... O texto instiga para a imagem, a imagem instiga para se revelar. Há um suspense que paira no ar no intervalo entre a poesia e a voz, que paira entre alguma história e suas inquietudes.
Em reticênciasentreparêntese, o estado das coisas se torna duvidoso. Às vezes tudo parece tão estável, tão palpável, mas aí, de repente, a palavra se torna fluída, envolta em indagações (seria possível tocar o invisível? [...] Talvez.). O jogo de luz e sombra engana os olhos. A palavra pode ter em sua geometria a matéria, mas seu conteúdo é tantas vezes sombrio, suspenso em um infinito. Nada acaba e nada começa, porque tudo é uma continuação, uma constante...  ....entretanto, é uma constante que se transforma, se reinventa, se reconhece.
O cotidiano, as ruas, a eletricidade, o metal, as lâmpadas... o concreto se faz presente e se mistura às paisagens interiores: as indagações, a ansiedade, passagens de tempo, repetições, esperanças. Leonardo MAthias nos transporta para esse espaço através das suas construções inteligentes e ousadas: palavra, imagens e intervalos que se reconhecem e reinventam, que se dialogam e se calam.
reticênciasentreparêntese é uma obra prima, um convite ao inusitado e ao atemporal
Mas...
antes de qualquer coisa...
...melhor mesmo é acender um cigarro, deixar que o desconexo das ideias tome forma, direção e sonoridade. Deixar tudo se assentar. Porque mais importante que a ação é a direção, mesmo que seja em direção ao vazio, um vazio não tão vazio, um vazio que guarda um pequeno universo nas reticênciasentreparêntese.


***
(...)
vazios volúveis
ocupam-se de seu ofício:

(...)
gestos tensionam coisas
quais, nem sempre, existem

(...)
e a vida é sonho:
viver, um ato egoísta
sobreviver, uma lei genética
***
(Leonardo MAthias)



Para saber mais sobre o autor e o livro reticênciasentreparêntese, acesse:

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domingo, 14 de setembro de 2014

Pelada Poética no Leme

Quarta passada tive a alegria de participar da Pelada Poética no Leme, na cidade do Rio de Janeiro, bem no iniciozinho da praia de Copacabana. A convite do poeta e colega de editora, Marcos Bassini, tive a oportunidade de conhecer a poesia carioca. Foi uma experiência marcante e surpreendente. A poesia do Rio de Janeiro é cheia de cores, é uma poesia forte, intensa, é uma poesia com tons de verão e bastante musical. Os cariocas tem um certa leveza e uma intimidade secreta com a poesia, é lindo de ver e, especialmente, de ouvir.
Nessa oportunidade, também conheci o ator e poeta, Eduardo Tornaghi, e o autor do blog Poema Diário, Daniel Russell Ribas, que rendeu boas conversas e troca de aprendizado. Claro, aproveitei ainda para compartilhar um pouco dos poemas do Mosaicos. E por fim (pena que teve fim!), trouxe para Porto Alegre o Senhorita K, do Bassini, e deixei com ele o meu Mosaicos. 
Foi uma experiência linda! Ainda quero ir em muitos saraus da Pelada Poética no Leme!

Fotografia: Clara Állyegra Lyra Petter

Fotografia: Clara Állyegra Lyra Petter


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sábado, 5 de julho de 2014

Sobre o lançamento do livro Mosaicos

Lançamento do livro "Mosaicos". (Foto: Clara Állyegra Lyra Petter)
Como prometido, estou aqui para contar como foi o lançamento do meu livro de estreia. Estou atrasada quase uma semana para o relato, mais uma vez os trabalhos de faculdade tomaram meu tempo.
Apesar do dia chuvoso (um daqueles que você pensa que já vai virar sapo), muitas pessoas compareceram ao local - tantas que fiquei com medo de não conseguir acomodar todo mundo. Inicialmente, fiz um pequeno discurso contando como o livro surgiu e agradecendo as pessoas que me apoiaram (agradecimento mais que especial para meu editor, Eduardo Lacerda (Editora Patuá), e ao artista que criou a capa do livro, Leonardo Matias). Depois disso, o poeta Guto Leite e eu lemos alguns poemas do livro. Por fim, não poderia faltar uma canção: fechei a "cerimônia" cantando "Joia Rara", de Gilberto Gil.
Foi tudo muito lindo! Não poderia de deixar de dizer que a decoração estava um charme, acompanhando a sempre boa energia que tem o Meme Santo de Casa Espaço Cultural.
Gostaria de agradecer abertamente a todas as pessoas que vieram de longe, que saíram de suas casas naquele dia de tempo chato. Meu muito obrigada a todos que participaram comigo desse momento especial.

Foto: Clara Állyegra Lyra Petter

Para quem quiser adquirir o livro, basta acessar o site da Editora Patuá:

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domingo, 16 de março de 2014

Não sei bem o que me acontece

Não sei bem o que me acontece.
Talvez porque a vida daqui é diferente da Capital... porque aqui o silêncio tem um compasso maior, porque tudo se demora um pouco mais, sem aquela pressa faminta ou aquelas luzes loucas. Talvez o tempo daqui caminhe em um quadrante diferente. Aí me obrigo a me refazer, a respirar...
Aí acho minutos que julgava inexistentes e simplesmente me deixo observar.
Aqui é tudo tão pequeno, mas tão cheio de verde e céu azul, tudo tão mais “ei, olha que lindo aquele mimo-de-vênus”. Só que apesar de o tempo se demorar mais, as pessoas continuam com pressa. Ficam olhando só para si e alimentando imagens e identidades que não existem e não são.
O gesto das pessoas, os olhos das pessoas, tudo transpira uma sede de ter. “Onde fica o ser nisso tudo?”, pergunto.
Será que essas pessoas não percebem que correm em círculos e que fazem a vida se resumir em dormir, acordar e acumular.
Acumular dinheiro, segurança, status.
Nunca ouvi alguém falar na busca interior e poucos parecem conhecer a sabedoria ancestral ou prestam atenção a sabedoria do viver. Tudo é tão mecanicista!
A beleza não passa de uma máscara maquiada. Ninguém parou para celebrar a própria beleza, o que se é...
Essa gente nunca se pergunta a razão de viver?
Nunca se pergunta sobre o depois ou o que realmente se é?
Tudo se resume em matéria que apodrece e vira pó. Até os santos não passam de estátuas e a fé é mais uma forma de escape: “deixa que Deus resolva! Foi Deus quem quis assim”.
Eu me assusto com esse vazio...
Na Capital tudo isso também existe. Só que falta silêncio para perceber essa realidade.
A vida não passa só lá fora, ela pulsa aqui dentro.
Quem não conhece a si mesmo, não reconhece o outro.
Não é filosofia de livros, mas a filosofia própria que surge a cada vez que fechamos olhos para o mundo externo e abrimos para o interno.
É tanta gente que escolhe se acorrentar a padrões.
Fico assustada...
Mas isso deve fazer parte de um fluxo maior... cada qual no seu lugar e caminhada.
No fim, sou grata a essas pessoas que me fazem perceber que a fronteira de si mesmo é muito tênue com a de imagens-desejo.
Certo, certo... paro por aqui. É muito filosofismo e divagações.
No fim, é melhor viver e por hoje chega de escrita.

(Michelle C. Buss)


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domingo, 13 de maio de 2012

Tipos de Mães

Exitem mães de todos tipos:

A Mãe Coruja - esse é o tipo de mãe que acredita que seu filho é o "mais, mais" do mundo: o filho mais lindo, mais inteligente, mais perfeito e por aí vai...
A Mãe Protetora - essa está sempre preocupada com o bem estar de sua criança. "Será que ele está bem agasalhado?", "Será ele vai chegar bem até em casa?", "Será que ele se alimentou direito?"
A Mãe Intelectual - rodeada de livros e saberes, acredita que educação e conhecimento são chaves do sucesso para o futuro do seu filho.
A Mãe Parceira - essa é a mãe amigona, boa de papo e super compreensiva. Faz amizade com os amigos, amigas, namos, anexos e faz questão que as junções aconteçam na sua casa, regadas de muitos comes e bebes.
A Mãe Modernoza - essa mãe conhece tudo de tecnologia, negócios e está impecavelmente na moda.
A Mãe Pitonisa de Tebas - linda, linda, linda que chega causar ciúmes nos filhos.
A Mãe Macheral - disciplina é com ela. Tudo tem que estar perfeitamente adequado as normas familiares e sociais.
A Mãe Capitalista - tudo se resume em administrar e ganhar muito bem o dinheiro. Mas é claro, é por uma causa muito justa e humana: o bem estar e o futuro de suas crianças.
A Mãe Chef de Cuisine - não existe e nem existirá no mundo um chef que faça comidas mais gostosas que essa mãe. Arroz, feijão, salada e batata frita - receita implacável e infalível.
A Mãe Macgyver - essa sabe fazer de tudo com pouca coisa. Criatividade e polivalência são suas marcas.
A Mãe Curandeira - refriado? então, chazinho de mel e limão. Dores nas costas? Bolsa de água quente...
A Mãe Amorosa - desmostração de carinho e afeto, especialmente em público, é característico dessa mãe.
A Mãe Poliglota - entender inúmeros idiomas, talvez não entenda... mas sabe falar e compreender certinho o idioma de seus filhos.
A Mãe Jung/Freud - analisa e conhece cada movimento de seus filhos... cada erro que esses cometem pode ser explicado por uma falta no passado.
A Mãe Pata-Choca - defende seus filhotes a todo custo. Ai de que algum mal encarado se meta com suas crianças... experimentará sua ira febril.
A Mãe Consumista - além de adorar presentear ela mesma, sua felicidade está em comprar agradinhos para seus filhos, só pelo prazer de ver um sorrisão no rosto deles.
A Mãe Cientista - tudo se resume em perfeitos cálculos físicos e matemáticos. Menos o amor que sentem pelos filhos, esse não tem equação ou força que explique! 
A Mãe Artista - para essa mãe, seus filhos são considerados como sua insuperável obra magna de arte.
A Mãe Chorona - se emociona fácil, fácil, fácil. E não importa onde ela está, não consegue conter as lágrimas. Para abrir a torneirinha?? Basta escutar da boca de seus filhos o quanto eles a amam...
A Mãe Comunista - trata os filhos de igual para igual. Nada de favoritismos.
A Mãe Professor Pardal - adora inventar "modas", especialmente culinárias. E quem são suas cobaias  favoritas? Ora, os filhos!


E assim vai lista e cada qual com particularidades marcantes... o interessante é que as mães são tão incríveis que elas conseguem se apropriar de inúmeros tipos de uma só vez! 
Não importa o jeito, os gostos e as manias, elas sempre serão extraordinárias, maravilhosas e o sinônimo do mais sincero e puro amor.

À minha mami querida, que amo demais, demais, demais.


(Michelle Buss)


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Interligados


O que eu penso sobre o futuro da humanidade?
Não tenho  anos de experiência ou sabedoria o suficiente para tecer profundas discussões sobre tal, entretanto, como um ser que gosta de se expressar, sinto a necessidade de dividir minha opinião.
O que eu vejo é uma humanidade um tanto egoísta e não estou falando apenas a nível de indivíduos, mas também de nações. Egoísmo no desejo violento de desenvolvimento econômico; na exaltação cega de qualidades; em empurrar a culpa de todos os problemas do mundo para outros países, em especial os menos desenvolvidos; em não ter responsabilidade o suficiente para abraçar seus deveres.
É muito fácil dizer: "O meu país é o melhor do mundo! O problema de poluição não vem dele, mas daquele país...". É muito fácil acreditar nisso, crer que o mundo pode estar pegando fogo, mas, como o incêndio não vem do sua pátria, não tem problema, afinal, ela está protegida com uma invisível e indestrutível bolha.
Não, não é assim que as coisas funcionam! Se o mundo viver uma catástrofe global, é claro que a sua pátria correrá o mesmo risco que as outras... Ficar empurrando o problema para outrem não vai solucionar nada, ainda mais se o assunto for de ordem vital.
Vamos ser sensatos e abrir nossos olhos: nações diferentes vivem em um mesmo mundo. Ou seja, querendo ou não, estamos todos interligados. E não adianta tentar levantar a bandeira de raças puras, de povos mais inteligentes, belos e limpos, porque, além de ser um conceito preconceituoso, muitos estudos já comprovaram que o mundo, atualmente, é bem "misturado".
Aliás, sejamos gratos a essa "mistura" porque, além de garantir a nossa existência, tornando nossa espécie mais resistente, ela é responsável pela beleza oriunda da miscigenação.
Vamos olhar também por uma ótica relativamente imparcial: todas as nações têm seus problemas particulares, não existe uma que esteja livre disso. Todavia, sejamos honestos em admitir que todas possuem riquezas e belezas culturais e locais.
Todas tingem de forma singular, criativa e incomparável a história da humanidade (por mais que existam semelhanças e inserções de outras culturas, cada qual é única). E é isso que as faz tão especiais. A perfeita harmonia dos diferentes tons faz com que a obra se torne inigualável.
Quanto aos problemas que nos assolam e que afetam o planeta, acredito que deveríamos refletir antes de simplesmente sentenciar, "isso é problema deles".
Não, não é apenas deles. É nosso; de todos! Manter o equilíbrio desse planeta que garante a permanência de nossa existência e de nossos descendentes é responsabilidade de todos!
Hora de abrir os olhos e clarear nossas mentes. Hora de despertar, arrancar a transparente cortina de arrogância e egoísmo que nos separa. Querendo ou não, estamos de alguma forma interligados... O mesmo céu, o mesmo sol, os mesmos oceanos, o mesmo planeta...
Vamos usufruir de todas as coisas produtivas que essa conexão proporciona. Estejamos cientes: se trabalharmos unidos, a descoberta de soluções será potencializada.
Não estamos aqui para simplesmente sobreviver; não estamos aqui para viver isoladamente, estamos aqui para coabitar - entre nós, a natureza e o planeta. Isso já toma uma pequena grande parcela do sentido da vida.


(Michelle Buss)




(Imagem retirada do site Google)
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sábado, 24 de dezembro de 2011

Sentidos


É Natal... uma data conhecida pelo mundo todo e uma comemoração que transpôs as barreiras do cristianismo para ser celebrada por muitas culturas, muitos motivos e crenças.
Longe de querer fazer qualquer filosofia, pergunto-me: “Afinal, atualmente, qual é o sentido dessa data?”
O tempo mudou, as pessoas são diferentes, os costumes são outros, interagimos com o mundo de outra maneira. Estamos mais centrados na nossa vidinha e nas preocupações que nós criamos: futuro, dinheiro, status, segurança...
Carregamos esse peso nas costas durante o ano todo até mesmo na festiva data do Natal, pregada por tantos como a oportunidade de se reunir e celebrar com quem amamos.
Mas aí vem todo o ritual capitalista de presentes, os fartos banquetes, a bebida demasiada, as conversas jogadas fora... E o tão esperado momento de confraternização e reflexão, onde fica?! Afinal, você achou tempo nisso tudo para pensar como foi seu ano? Ou melhor, quem foi você esse ano?
Você foi uma pessoa honesta? Você realizou seus desejos com integridade? Estendeu a mão a quem precisava? Coabitou com as demais pessoas do seu universo? Você teve tempo de agradecer todas suas conquistas ou o simples fato de estar respirado?
Você celebrou a simplicidade das flores que despertam na primavera ou a grandeza das cores que se misturam harmonicamente em cada pôr-do-sol?
Choveu, nublou, saiu sol, fez frio e calor... Você teve tempo de se permitir sentir e observar tudo isso? Ou você deixou que seu ano escapasse pelas suas mãos e sua cabeça só se voltasse a uma lista absurdamente gigante de preocupações?
Não, não precisa me responder nada! Apenas sugiro que agora, longe de qualquer culto, de qualquer religião, você aproveite essa data, esse momento de parada para comungar consigo mesmo. Para perceber o quanto a vida lhe foi generosa até agora e o quanto ela ainda será! 
Fale baixinho para a vida o quanto você está grato... e se seu ano não foi bom, quem sabe está na hora de rever sua forma de encarar o mundo... todas as repostas estão dentro da gente, basta apenas que silenciemos nosso mente para ouvir o que nosso coração tem a dizer... A força que modifica nosso destino não vem de fora, mas de dentro de cada um.
Sem julgamentos, sem máscaras, sem nada. Apenas reserve cinco minutinhos desse seu Natal. Tenha um encontro de apenas cinco minutos com sua essência - beija-a em seu rosto; peça perdão pelos erros cometidos; peça força e luz para os passos que ainda serão dados...
O mundo se transforma, nossos hábitos são outros, somos diferentes... o Natal também é... assim como seu significado... E cada qual o encara da maneira que o melhor convém...
Pessoalmente, o sentido do Natal para mim, ao longo de minha jornada, se renovou, transformou. Natal é momento de celebrar nossas vidas, de agradecer o que somos, de refletir o que aprendemos e o que erramos e, acima de tudo, após isso, de transmutar, tal qual a lótus que floresce pura em meio ao lodo.



(Michelle Buss)




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domingo, 14 de agosto de 2011

Pai


Pai, é uma palavra oriunda o latim 'patre', conforme consta estudos de etimologia. Pode ser chamado também de genitor, progenitor ou ainda gerador. Ele tem como representação a figura masculina de uma família e, é também responsável por assumir o primeiro grau de uma linhagem.
Já para psicologia, que adrentra no campo dos arquétipos e símbolos, segundo a psicoterapeuta Maureen Murdock, “O PAI como arquétipo está carregado com o poder e o privilégio de um Rei, Protetor, Sacerdote e até mesmo Deus nas famílias e sociedades há milhares de anos. A lei, a ordem e a hierarquia são corporificadas pelo arquétipo do Pai, assim como a promessa de proteção, sustento e identidade. Uma manifestação positiva do arquétipo do Pai é o ‘rei sábio’, em torno de quem gira o reino (sua família). Como Salomão, do Velho Testamento, o rei sábio utiliza seu poder com justiça e compaixão e nutre os que o rodeiam. [...]. A manifestação negativa do arquétipo do Pai, por outro lado é o ‘rei patriarcal’, que exerce seu poder de modo rígido e injusto. Ele governa o reino (sua família) de maneira autocrática, invocando o medo e exigindo total obediência e lealdade. Como o rei Herodes, do Novo Testamento, o rei patriarcal é um tirano, aniquilando qualquer um que ameace a sua autoridade”
Fato, a palavra pai e o título pai carregam todo esse universo contido, desde a descrição etimológica até a descrição arquetípica, tanto pelo aspecto positivo e mesmo negativo. Afinal, seja a palavra, seja o título, não há como negar a força misteriosa que perneia neles.
Levando para o lado racional de tudo, é de se espantar que é atribuido a um simples ser humano tal força.
A figura do pai se faz presente na nossa história como espécie, no desenvolver da nossa sociedade e está no nosso dia-a-dia, seja num traço psicológico que dele herdamos, seja num símbolo, seja como aquela pessoa que constitui nossa família. Essa figura - incorporada por um humilde trabalhador ou um abastado magnata - surte tamanho poder e é envolta, diria eu, por uma certa magia.
Essa figura é tudo aquilo que é extraído da etimologia da palavra, mais a significação dos arquéticos, adicionada a expirências pessoais. Entretanto, suspeito eu, que essa força mágica é devida a questão de PAI estar profundamente alinhado a AMOR e tudo aquilo que dele advém.
Difícil não pronunciar essa palavra, não projetar sua imagem sem que sintamos amor, sensação de proteção, carinho e segurança. Porque realmente pai é isso! Aquela pessoa que toma em suas mãos um poder gigantesco para transcender em amor, para proteger seus filhos e por fim, mesmo com puxões de orelha ao longo do caminho, ver estampado no rosto daquele ser que ele participou da geração a felicidade em forma de sorriso.




(Imagens retiradas do site Google)

Fonte:

MURDOCK, Maureen.“A Filha do Heroi - Mito, História e Amor Paterno”. Summus Editoria: 1997, pg. 107. 

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sábado, 1 de janeiro de 2011

2011

Chegou então o ano de 2011 com todas suas glórias. Ano de nosso querido Arcanjo Miguel, da bela orixá Oxum (deusa do amor e da abundância), do Coelho (no horóscopo chinês), da cor amarela, da pedra Lápis Lázuli, do planeta Mercúrio, do número 4... e estamos vivendo em plena Era de Aquário!
O que posso dizer disso? Bom, desejo a todos um ano maravilho. Que cada derrota seja um passo para  uma vitória gloriosa e que cada vitória seja muito bem celebrada. Que o amor possa penetrar mais profundamente em cada coração e que quando as noites da alma assombrarem, que luzes acendam para iluminar o caminho.
Desejo compreenção entre povos, comunidades e famílias. Desejo fé, saúde, abundância e que a vibração de todas as entidades de luz emane em cada caminho.

Um Feliz 2011!



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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fim de Ano...

Eu concordo plenamente que vivemos num mundo que tem muito a melhorar, muito a evoluir... sem dúvidas! O que não concordo é que muitas pessoas apenas critiquem, critiquem e critiquem. Dividir a opinião é um passo muito importante para se viver em comunidade. Entretanto, não basta apenas falar, apontar os erros dos outros. Agir é um passo fundamental. E quando falo agir, não me refiro apenas a fazer grandes façanhas, mas sim, começar com pequenos atos, mudando nós mesmos, por exemplo. Os sábios dizem: não são os grandes atos que mudam o destino, mas sim os pequenos...
E falando em atos, em especial os nossos, indiscutilvemente eles refletem muito no andamento das situações. Quem disse, mesmo que sem intenção, não estamos errando e contribuindo para as tragédias do mundo?
É muito fácil julgar os outros e pôr nossa responsabilidade nos outros. É muito confortável. Difícil é admitir que não estamos fazendo a coisa certa, que não estamos sendo  o melhor ser humano. Difícil é querer mudar. Toda mudança gera desconfortos, sem dúvidas... Entretanto, é inevitável. Inevitável que não apenas se critique, que se expresse, mas também que se aja, sobretudo e inicialmente com relação a nossa vida.

"Antes de iniciar o trabalho para mudar o mundo, dê três voltas em sua própria casa."

(Imagem retirada do site Google)




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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Antípoda do amor

Não escrevo hoje com o intuito de fazer um tratado a respeito do assunto, muito menos julgamentos. Escrevo hoje guiada por uma reflexão que tive dia desses ao ver algumas pessoas, vamos dizer, "brigando".
Então, pergunto: o que é o ódio?!
Alguns me responderiam que é a raiva potencializada... 
Outros, diriam que ódio é antipatia, aversão ao extremo...  desgosto, rancor, inimizade...  o forte desejo de evitar ou destruir aquilo que gera repulsa...
Respondo então, ódio é tudo isso e mais... ódio é aquele sentimento impuro que sufoca cada célula do nosso corpo. Que não apenas faz mal ao odiado mas ao "odiador". O ódio nasce quando não temos controle sobre nossas emoções.... ele destrói praticamente tudo por onde passa... perdura mais que a raiva... o ódio parece ter uma aura de eternidade quando uma vez alimentado...
Está certo que somos humanos e que certas vezes nos irritamos, sentimos raiva (que por si já faz muito estrago), mas ódio!... é muito triste ver alguém sentir ódio, alimentá-lo.
E sabe que no fim, no fim eu concordo que é por ser oposto do amor que o ódio sofre... o ódio sofre...
Deixo um soneto do meu amigo e grande poeta Vaine Darde que ilustra esse titã que é o antípoda amor, o ódio: 


O Ódio


O ódio gasta a lentidão das horas
abrindo fendas no clamor das preces
E ri das dores onde a vida chora
e tanto fere que de si padece...

O ódio vive de morrer de fúria
cravando as unhas onde a calma sonha
e tanto goza a propalar injúrias
que sorve a raiva para beber peçonha.

O ódio fia cada nova teia
com toda mágoa que retém nas veias,
ferindo a paz para gozar a dor.

E tanto insano quanto corrosivo
embora finja ter outros motivos...
o ódio sofre por não ser amor.

(Vaine Darde)



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terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Infindo Ciclo dos Dias

    Hoje escrevo com o intuito de agradecer! Isso mesmo... Nesse fim de semana que passou, tive a honra de dividir o palco (eu canto... hehe) com grandes talentos e pessoas maravilhosas: Shana Müller, Piero Ereno, Ângelo Franco, Rafael Bisogno, Denis Delavi, Duca Duarte. Participamos do 21º Grito do Nativismo Gaúcho de Jaguari, festival que promove a música nativa do Rio Grande do Sul. Defendemos a canção "O Infindo Ciclo dos Dias" (Letra: Eduardo Canha; Piero Ereno/ Música: Piero Ereno). Foi realmente emocionante, isso porque, além de eu estar em casa, estava cantando com meus amigos.
    Agradeço muito a Deus, a meus amigos e a meus companheiros, que fizeram desse sábado e domingo que passou um dos mais importantes da minha vida!

    Obrigada a todos! E parabéns para nós =D


Para aqueles que quiserem ouvir a música ao vivo, gravada na noite de sábado, está disponível aqui: http://www.youtube.com/watch?v=nS8_eynx5R8


Já aproveito para disponibilizar aqui os sites e blogs:

Shana Müller: www.shanamuller.com.br/
                        shanamuller.blogspot.com/

Ângelo Franco: www.myspace.com/angelofrancocantor
 
Duca Duarte: http://www.dududedeus.blogspot.com/

domingo, 8 de agosto de 2010

Segundo mantra

  

  Não poderia deixar passar em branco esse dia. Tudo bem, não é preciso ter um dia específico para se comemorar o Dia dos Pais, eu sei disso. Mas acho que uma data como essa é na verdade uma oportunidade de ficarmos mais próximos daquela figura tão querida que é nosso pai. É a época perfeita para criar coragem e dizer: "eu te amo!". Ou talvez: "obrigado". Ou simplesmente um abraço.
    Se 'Mãe' é o primeiro mantra que aprendemos, 'Pai' é o segundo. Um mantra que evoca proteção, carinho, coragem, exemplo, amizade e tantos outros sentimentos. Mas afinal, o que é ser pai?! Eu dia muitas coisas para essa resposta, mas creio que as mais importantes estão relacionadas com: amar sem limites; agir em comunhão com o signo mãe; proteger acima de tudo; firmar valores; alimentar sonhos; sorrir com o crescimento de seus filhos; ser amigo; estar com os braços sempre abertos para abraços - um abraço que pode curar todas as dores do mundo, ser a mais poderosa força que nos estimula a ir em frente, o lugar mais seguro e terno para o descanso...
    Pai, é a primeira figura de herói que nos é apresentada, um herói que apesar de não ter uma força surreal, tem um enorme poder. Ele nos orgulha, nos protege, é nosso melhor amigo. Quem aqui não ouviu a conversa de alguma criança que lá pelas tantas começa a dizer, "meu pai fez isso", "meu pai tem isso", "meu pai é isso". É comum ver crianças exaltando a mística figura do pai.
    Para as meninas, o pai é o maior guardião, indiscutivelmente, para eles somos as mulheres mais lindas do mundo, verdadeiras princesas recém saídas de conto de fadas. Para os garotos, é o melhor amigo, parceiro para as todas horas; é o pai que ensina a eles como se barbear, como dirigir um carro, como pescar, jogar futebol, é uma figura constante nas fases de passagem e crescimento dos meninos.
    Enfim, pai é nosso verdadeiro anjo da guarda que trocou suas asas pela missão de nos proteger aqui na terra. E junto com a mãe, formam uma das maiores expressões de amor que pode existir!

    Feliz dia dos papais!

(Michelle Buss)

*Imagens retiradas do site Google.