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sábado, 12 de abril de 2014

Cassiopeia - A gloriosa rainha celeste

Constelação de Cassiopeia
Cassiopeia é uma constelação próxima do polo norte celeste, com aproximadamente 30 estrelas visíveis ao olho nu. As constelações vizinhas são: Camelopardalis (a Girafa), Cepheus, Lacerta, Andromeda e Perseus.
Essa constelação pode ser observada durante o outono nas cidades localizadas no hemisfério norte, desde a latitude 0° Norte até 90° Norte. Suas cinco estrelas mais brilhantes, juntas,  formam um "W" e por esse motivo é reconhecida como "o W celeste", quando localizada abaixo do polo. Mas,  pode ser vista como um "M" quando está acima dele.


As estrelas que compõe o "W" da constelação de Cassiopeia são: Schedar (Alpha Cas.), Caph (Beta Cas.), Navi (Gama Cas.), Ruchbah (Delta Cas.) e Segin (Epsilon Cas.). A estrela Schedar é a considerada a mais brilhante da constelação. Schedar vem do árabe "shedir, que significa "seios". Para os países árabes a constelação de Cassiopeia é conhecida como Caph (nome da segunda estrela mais brilhante dessa constelação).


Cassiopeia vem da mitologia grega e tem relação estreita com a constelação de Andromeda. A figura formada pelas estrelas remete a uma figura humana sentada em um trono (só que de cabeça para baixo). Para os gregos, o fato de estar de cabeça para baixo é por causa de uma punição.
Cassiopeia era esposa de Cefeu, o rei etíope de Joppa (atualmente, Jaffa, em Israel), e mãe de Andromeda. A rainha Cassiopeia era muito linda, porém, bastante vaidosa. Diz-se em uma das vertentes da mitologia que certa vez a rainha comparou a sua beleza e de sua filha a das Nereidas, entre as quais se encontrava Anfitrite, esposa de Poseidon. Como punição a essa atitude, o deus dos mares exigiu que a bela Andromeda fosse sacrificada ao mostro Cetus para que o país não fosse afundado pelas ondas. Mesmo inconsolados, os pais acabaram por acatar com a exigência.
Andromeda foi acorrentada em um rochedo, mas para sua sorte, Perseu passava por ali, viu a princesa e por ela se apaixonou. Perseu disse que mataria o monstro e a libertaria caso ela casasse com ele. E assim foi feito. Para não ficar impune, Cassiopeia foi transformada em constelação e fica maior parte do tempo de cabeça para baixo.
O artista japonês Kagaya, homenageia essa constelação através de um desenho acompanhado de um poema:

Cassiopeia, por Kagaya.


A gloriosa rainha da antiga Etiópia

No céu do norte
ela está destina a sonhar um sonho eterno
sentada no pitoresco trono das cinco estrelas.

Em seu sonho materno,
a linda Andromeda sorri um sorriso encantador na brisa
em pé, ainda, no jardim com vista para o mar.

(Kagaya)




Fontes:
http://www.asmaravilhasdoceuestrelado.com.br/2013/10/cassiopeia.html
http://www.ccvalg.pt/astronomia/constelacoes/cassiopeia.htm

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sexta-feira, 28 de março de 2014

A quilha do navio celeste - Constelação de Carina

Nebulosa Eta Carinae
Carina ou Carena do Navio ou Quilha é uma constelação do hemisfério celestial sul. Suas constelações vizinhas são: Centaurus, Vela, Puppis, Pictor, Volans, Chamaeleon e Musca. Sua estrela mais brilhante é Canopus (segunda estrela mais brilhante do céu, perdendo apenas para Sirius).
Carina é na verdade uma das três partes, junto com a Vela e a Popa, da antiga constelação de Navio, que foi dividida em 1754 por Lacaille.
Segundo a mitologia grego Argos Navis (Navio), representava o navio que Jasão e os Argonautas usaram na sua busca pelo velocino de ouro. Do navio é apenas visível a metade posterior. Dizem que o resto da embarcação não é visível por estar envolta em nevoeiro, ou porque se refere ao momento em que o Argo se lançara na travessia dos Rochedos Azuis que estariam, por isso, a ocultar a proa.


Antigamente, para alguém que vivia no hemisfério norte, a estrela Canopus (a estrela mais brilhante dessa constelação) servia para indicar a posição do Pólo Sul. O nome da estrela tem conexão com outro episódio da mitologia grega, vindo da lenda da Guerra de Troia. Como a constelação de Carina fazia parte da gigantesca constelação de Argo Navis, à estrela mais brilhante foi dado o nome do piloto do navio, Canopus (piloto de Menelau em sua expedição para reaver Helena de Troia).


Outra explicação para o nome dessa estrela é oriunda do Copta egípcio, Kahi Nub ("Terra dourada"), fazendo menção a cor avermelhada como essa estrela aparecia no horizonte do Egito. Há também um antigo porto egípcio em ruínas, Canopus, que aparentemente recebeu o nome da estrela, localizado na foz do Nilo.
Na bandeira brasileira Canopus, representa o estado de Goiás, fazendo uma alusão a nau Argo e em memória da navegação.



Fontes:
https://www.eso.org/public/brazil/images/eso1031c/
http://www.siteastronomia.com/estrela-canopus-constelacao-de-carina
http://astronomia-para-amadores.blogspot.com.br/2012/03/quilha-carina.html


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domingo, 10 de março de 2013

Capricórnio - A Cabra Celeste

Galáxia NGC 6907 da constelação de Capricórnio.

É a décima primeira constelação do Zodíaco, localizada na zona equatorial. Seu nome Capricornus vem do latim ("cabra de chifres") e é comumente representada por uma mística criatura, metade cabra, metade peixe. É vizinha das constelações, Áquila, Sagitário, Microscopium, Peixe Austral e Aquário. A maioria das constelações que fazem fronteira com Capricórnio são relacionadas com a água, explicando o fato de  Capricórnio estar localizada em uma área do céu conhecida como Mar.
Na Idade do Bronze, Capricórnio foi considerada um marco do solstício de inverno, pontuando o dia que marca a reversão da duração dos dias e noites, mais tempo de escuridão que luz.



Na Mitologia Grega, Capricórnio está associada a Amaltéia, cabra que amamentou Zeus em sua infância em Creta. O chifre quebrado de Almatéia, usado para alimentar o deus, transformou-se no corno da abundância ou cornucópia. Outras figuras que são referências dessa constelação são:
- O deus Pan, protetor dos bosques, campos e pastores quando foi atacado por Typhon, ele saltou para o Nilo para a proteção, foi então que a parte do seu corpo que estava acima da água manteve-se em forma de cabra, enquanto a parte imersa transformou-se em corpo de peixe.
- A figura dos sátiros, personagens lendários meio homens, meio bodes.


A constelação de Capricórnio é uma das 48 constelações que foram identificados por Ptolomeu, astrônomo que viveu no século II. .

Como forma de homenagear essa constelação o artista japonês Kagaya, tendo a mitologia e a posição estrelar como base, criou a imagem abaixo:





Pan é um brilhante e alegre deus do campo
Ele sempre gosta de tocar uma flauta feita de cana
e trotear em volta das árvores com ninfas bonitas
Mas, desta vez, ele metamorfoseou-se em uma estranha cabra
e está nadando na água.
Você se pergunta admirado por que ele está fazendo essas coisas?

(Kagaya)


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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Canis Minor - Constelação de Cão Menor



Cão Menor (Canis Minor) é uma constelação do hemisfério celestial norte, "espremida" entre o equador celeste e a eclíptica. É a 71ª constelação na ordem de tamanho (11ª menor). Sua estrela principal, Procyon, é a nona estrela mais brilhante do firmamento, seu nome vem do grego e significa "antes do cão", referenciando ao fato de que esta estrela aparece no céu, do hemisfério norte, um pouco antes de Sírius nascer. Na bandeira do Brasil, Procyon representa o estado do Amazonas.
Segundo a mitologia Cão Menor é um dos cães de caça de Orion. Suas constelações vizinhas são Cancer, Gemini, Monoceros e Hydra.







http://www.observatorio.ufmg.br/dicas13.htm
http://cabecanoespaco.blogspot.com.br/2011/03/constelacoes-cao-menor.html


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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O Grande Cão Celeste - Canis Major

Fonte: bopmyspace.com

Cão Maior ou Canis Major é uma constelação do hemisfério celestial sul.  É a constelação que contém a estrela mais brilhante do céu noturno e mais próxima da Terra, Sirius. Sirius é bastante semelhante ao Sol em tamanho e luminescência. A constelação de Cão Maior é integrante do Ciclo de Órion.
Os gregos diziam que este cão era um dos que seguiam o caçador mitológico Órion em suas caçadas. O Cão Maior era tão forte e veloz que podia apanhar qualquer e animal. 
Em si, Cão Maior não é tão rodeada de lendas quanto sua estrela alfa, Sirius.
O termo Sirius deriva do latim sīrius e do grego σείριος (seirios, "brilhante").
Os antigos Egípcios chamavam essa estrela  de Spodet (do grego: Sothis). O hieróglifo de Sothis é uma estrela e um triângulo. Sirius tinha relação com a deusa Ísis, relativo ao período de setenta dias da passagem de Ísis e Osíris pelo tuat, o submundo egípcio. Ainda para esse povo, essa estrela demarcava épocas. Quando Sírius aparecia no horizonte antes do nascer do sol, significava que era época das cheias do Nilo, de grande importância para agricultores que viviam ao longo do rio, já que as cheia traziam o lodo que tornava as terras férteis.

 

Observando a aparência de Sirius, os antigos gregos, podiam saber se o verão seria quente e seco. Foi constatado que essa estrela cintila mais nas condições meterológicas instáveis do início do verão. Os gregos acreditavam que esse brilho emanava influências malígnas (como plantas murcharem, enfraquecimento dos homens e estimulo do desejo nas mulheres). As pessoas que sofriam com os efeitos de Sirius, eram chamados de astroboletos ou atingidos pela estrela.
A estação seguindo a aparição da estrela foi chamada de Dias de Cão do verão. Os atenienses marcavam o Ano Novo através do aparecimento desta estrela.
Conta-se que os habitantes da ilha de Ceos no Mar Egeu, sacrificavam animais em honra a Sirius e Zeus, como pedido de benção para trazerem brisas refrescantes enquanto aguardavam a aparência com que a estrela resurgiria no verão seguinte. Caso ela aparecesse fraca, então seria indício de pestes, do contrario, traria boa sorte.
No século III antes de Cristo, moedas eram talhadas com desenhos de cães ou estrelas cercados de raios, enaltecendo a importância de  Sirius.
O povo romano celebrava o poente helíaco de Sírius, imolando um cão com incensos, vinho e um carneiro em honra a deusa Robigalia, para que a ferrugem não assolasse as plantações de tigro.



O cientista Ptolomeu de Alexandria mapeou estrelas nos livros VII e VIII do Almagesto (um tratado de astronomia escrito no século II), no qual utilizou Sirius como a localização para o meridiano central. Ele a descreveu como uma das seis estrelas vermelhas. Entre outras estão Arcturus e Betelgeuse.
Para os antigos polinésios, as estrelas tinham importância para a navegação entre as várias ilhas e atois no Oceano Pacífico. Quando estavam baixas no horizonte, elas agiam como bússolas estelares para ajudar navegantes a traçar cursos para alguns destinos. Além disso, as estrelas tinham função de marcadores de latitude. A declinação de Sirius, por exemplo, alinha-se com a latitude do arquipélogo de Fiji e passa sobre as ilhas todas as noites.
Quando Sirius marcava o verão para os gregos, para o povo Maori, o qual nomeou Takurua tanto a estrela quanto a estação, anunciava um inverno frio.



Fontes:

http://www.astrosirius.com.br/aestrela.htm
http://astronomy-br.blogspot.com.br/2011/12/constelacao-de-canis-major-o-cao-maior.html


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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Asterion e Chara: Constelação de Cães de Caça


Cães de Caça ou Canes Venatici é uma constelação do hemisfério celestial norte, difícil de ser identificada. Tem como vizinhas, Ursa Maior, Coma Berenice e Boeiro. Cães de Caça é uma constelação de inverno, cuja principal estrela é chamada Cor Caroli. Cães de Caça, tal como é conhecida, é atribuída ao astrônomo polaco Hevelius que a descobriu.




Consta na Mitologia Grega,  que o dono dos cães, Asterion e Chara, era o Boeiro. Asterion e Chara acompanhavam sempre seu amo,  em suas caçadas contra predadores de ovelhas e serviam de guia para as ovelhas do rebanho. Devido a sua enorme fidelidade, a deusa Deméter pediu para Zeus que além de seu filho, queria que os cães o acompanhassem na eternidade (como constelação) E assim Zeus o fez.



Fontes:
http://www.hispaseti.org/constelaciones/cvn.htm
http://www.stellarscout.com/blog/mitologia-e-historia-de-las-constelaciones-boyero-y-canes-venatici/



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domingo, 27 de maio de 2012

Cancer - O Caranguejo Celeste

Galáxia NGC 2775 da constelação de Cancer.

Cancer ou Caraguejo é uma das constelações do zodíaco, de brilho bastante tênue comparado as outras onze. É vizinha das constelações, acordo com as fronteiras modernas, de Lynx, Gemini, Canis Minor, Hydra e Leo. 
A estrela 55 Cancri desssa constelação possui um sistema planetário de cinco planetas. Em 1996 foi descoberto o primeiro planeta em torno dessa estrela e o mais recente em 2007.


A constelação de Cancer tem um papel significativo em muitas culturas. Na China, o aglomerado de estrelas dessa constelação é chamado de Sekishiki, que significa "buraco por onde as almas sobem para o além." Esse mesmo aglomerado era conhecido pelos cristãos como "Presépio" ou "Manjedoura" - duas estrelas representavam os burros que vigiavam o menino Deus.
Já os Egípcios pensavam que a constelação tinha o formato de um besouro,  símbolo da imortalidade. Os mesopotâmios criam que Cancer era o portal por onde as almas cruzavam para depois encanar. 


Em tempos antigos o Sol passou por Cancer em seu ponto mais alto. Os Gregos pensavam que ela era a constelação mais próxima dos deuses e a chamaram de Portão do Céu. Conforme a mitologia grega, o caranguejo era um dos animais benquistos pelos deuses, especialmente pela deusa Hera. A Hercules foi dado doze trabalhos sendo um deles o enfrentamento com a Hydra. Para ajudar a Hydra, Hera enviou o caranguejo, que, fiel, lutou bravamente até ser morto. Por essa atitude Hera decidiu colocar o caranguejo entre as estrelas.

Para homenagear essa constelação, o artista japonês, Kagaya, baseado na mitologia e sua posição estrelar criou a seguinte imagem:



No silêncio do lago,
as ondas batem suavemente sobre as pernas quebradas...
"Durma em paz no fundo do Céu azul."
Com a voz misericordiosa de Hera, a deusa dos deuses,
a figura do grande caranguejo sobe ao céu
para se transformar em estrelas, brilhando tênues e profundas.



Fontes:
http://www.astroyciencia.com/2007/01/15/historia-de-la-constelacion-de-cancer/
http://www.solotarot.com/la-constelacion-de-cancer/

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Camelopardalis - A Girafa Celeste


Camelopardalis, também conhecida como Girafa, é uma constelação do Hemisfério Celestial Norte. É a 18ª maior constelação da esfera celeste, ocupando uma área de 757º quadrados. Apesar do tamanho, é de difícil localização, já que ela é composta por estrelas de pouco brilho
Os gregos não conseguiam enxergar nenhuma estrela na região que se encontra a constelação da Girafa, crendo assim que só existia vazio naquela localização. Dessa forma, essa constelação não tem uma associação com a mitologia, já que esta foi descoberta no século 17. Ela foi criada, provavelmente, por Petrus Plancius (1552-1622), um holandês que marcou o seu nome na Cartografia enquanto trabalhou para a Companhia Holandesa Oriental da Índia.



A Girafa é uma constelação de verão. O seu longo pescoço estica-se em torno do do pólo norte celeste entre a constelação da Ursa Menor e a Cauda do Dragão.





Fontes:

http://www.constellation-guide.com/constellation-list/camelopardalis-constellation/

(Imagens retiradas do site Google)

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sábado, 7 de janeiro de 2012

Caelum - O Cinzel Celeste


Caelum (Cae), ou ainda, o cinzel, é uma constelação do hemisfério celestial sul. É uma das constelações definidas por Nicolas Louis de Lacaille.
Ela representa um cinzel, instrumento utilizado para lavrar pedras e metais.  É uma constelação tênue, sem alguma estrela de brilho representativo. Posiciona-se como a oitava constelação mais pequena do firmamento.



Caelum faz parte do grupo de constelações modernas. Das 88 constelações ocupa o posto 81 devido a seu tamanho.
Caelum é o cinzel do escultor celeste.





Fontes:
* http://www.topastronomer.com/StarCharts/Constellations/Caelum.php


(Todas as imagens retiradas do site Google)

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Boieiro Celeste - Boötes


Boötes (Boo), o Boieiro, é uma constelação do hemisfério celestial norte. Sua estrela mais brilhante é a média alaranjada, Arcturus, utilizada pelos gregos como marcador de mundança de estação. Arcturus pode ser observada em noites de final de primavera, é a quarta estrela mais brilhante do céu noturno.
Conforme uma das versões da mitologia greco-romana, o Boieiro era filho da deusa da agricultura, Deméter. Inteligente e sensato, guardava as ovelhas, junto com seus cães, Asterion e Chara (cães de caça). Deméter, admirada com a inteligência e caráter de seu filho, pede a Zeus que o colocasse entre as estrelas.


Uma outra vertente romana conta que juntos com seus cães, o Boieiro caça e persegue a Ursa Maior e o Dragão. Já para os gregos, afirmavam que, na verdade, o Boieiro é um protetor da Ursa Maior e do Dragão, que impede o avanço da serpente.





Fontes:
http://www3.uma.pt/Investigacao/Astro/Astronomia/Observ_mes/Mai2002/bootes.htm
http://teknospace.no.sapo.pt/lenda_Boieiro.htm

(Imagens retiradas do site Google)


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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Cocheiro Celeste - Auriga



Auriga (Aur), o Cocheiro, é uma constelação do hemisfério celestial norte. Está posicionada entre as constelações de Gêmeos e Perseu, ao norte da constelação de Órion. Tem o formato de um pentágono sustentado pelas estrelas Alfa de Auriga (Capella), Beta de Auriga, Iota de Auriga, Teta de Auriga e a intrusa Beta de Touro.
É detentora da sexta estrela mais visível do céu noturno. A constelação  representa um homem que tem na mão direita um chicote, enquanto a mão esquerda segura (em algumas ilustrações, sustenta nas costas) uma pequena cabra, "Capella".

 
Por ser uma constelação conhecida dos povos antigos, muitas conexões eram feitas a ela. Para os assírios, Auriga era vista como um carro de guerra. Já os gregos, em uma de suas versões,  viam-na como um carro inventado por Erictonio ou Erictonios, herói ateniense. Conforme esta lenda, esse herói nasceu do sêmen do deus Hefesto que fecundou Gea enquanto tentava violar Atena. A Via Láctea era considerada o sêmen de Hefesto que cruzava a constelação de Auriga enquanto este perseguia Atena.
Atena, compadecida com a situação acabou por educar Erictonio que se tornou um jovem talentoso e brilhante. Erictonio criou o carro com a finalidade de se sair vencedor em uma competição com o deus Hermes. Por esse feito, Zeus o honrou com uma constelação.


Outra lenda grega, trata de Mirtilo, filho de Hermes e de Mirto, cocheiro de Enomau. A filha desse último, Hipodâmia, tinha muitos pretendentes. Com a finalidade de não casar a filhae e assim evitar o oráculo que anunciava que seria morto pelo genro, Enomau propôs uma corrida de bigas; o vencedor casaria com a filha e aos perdedores seriam fadados a morte. Entretanto, o que ninguém sabia era que seus cavalos eram divinos e sempre ganhavam. Um dia  se apresentou Pelops, de quem Hipodâmina se apaixonou imediatamente. Juntos, conseguiram convencer Mirtilo (o cocheiro), para que este perdesse a corrida; em troca ele ganharia metade do reino e a primeira noite de Hipodâmia. Por sua vez, Mirtilo trocou os contrapinos  do carro de ferro por cera, provocando um enorme acidente durante a corrida, que tirou a vida de Enomau.
Depois da vitória, Pelops mata Mirtilo, jogando-o ao mar. Em sua queda, Mirtilo amaldiçoa toda raça de Pelops. Hermes, vendo a morte do filho, o eterniza-o no firmamento.


Com relação a estrela de Capella, conforme a mitologia, é Amaltéa, ninfa filha do rei de Creta que cuidou de Zeus quando ele ainda era bebê e se refugiava da voracidade de seu pai, Chronos, que queria devorá-lo. Capella seria a própria cabra que amamentou Zeus.



(Imagens retiradas do site Google)

Fontes:

http://www.mallorcaweb.net/masm/Aur.htm
http://www.zenite.nu/

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Carneiro Dourado - Aries


Aries, Arietis ou Carneiro é uma constelação do zodíaco, situada no hemifério Norte. Suas constelaçãoes vizinhas, conforme as fronteiras modernas são: Perseus, Triangulum, Pisces, Cetus e Taurus. Aries possui 8 estrelas principais, sendo Hamal sua Alfa.
Conforme a mitologia grega este era o carneiro cuja lã se transformou em ouro, intitulado como Velocino de Ouro, da busca de Jasão e os Argonautas. O carneiro, na antiguidade, também era um dos animais preferidos para sacrifícios em diversas culturas Meso-Orientais.


Ainda com relação aos gregos, conta  lenda que o carneiro da constelação de Áries fora o animal que carregou Frixo e Hele, filhos do rei da Tessália, através do Helesponto.
O deus Hermes enviou um carneiro que tinha o poder de voar para conduzir Frixo e Hele para longe de sua madrasta que os maltratava. No meio da viagem Hele teve vertigens e acabou por cair das costas do carneiro quando voava pelo estreito que divide a Europa da Ásia, uma massa de água a que os gregos nomearam Helesponto, que significa "Mar de Hele" e atualmente chamado de estreito dos Dardanelos. Chegando ao seu destino, Frixo sacrifica o carneiro em honra a Zeus e seu pelo de ouro entrega de presente ao rei Eetes.


A imagem do carneiro ascendeu as estrelas pelas mãos de Nubes. Essa constelação marca o tempo do ano em que o o grão deve ser semeado, porque Ino havia semeado antes do tempo o grão molhado, provocando a fuga de Frixo e Hele.
Áries é a primeira das doze constelações do Zodíaco.

Como forma de homenagear essa constelação o artista japonês Kagaya, tendo a mitologia e a posição estrelar como base, criou a imagem abaixo:




Em uma noite tranquila e estrelada,
O príncipe Frixos e a princesa Hele
deixam o país onde viviam
sem que ninguém os note.
Eles estão em direção a sua futura terra,
sentados em um grande carneiro de dourado.

(Kagaya)



Fontes:

http://www.explicatorium.com/As-constelacoes.php

(Imagens retiradas do site Google)


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Ave do Paraíso - Apus


Apus ou a Ave do Paraíso, é uma pequena constelação situada no hemisfério celestial sul.
Apus é uma palavra grega que tem como significado 'sem patas', fazendo referência ao mito grego sobre pássaros que pareciam não ter os pés durante o vôo. 
Outra relação com seu nome provém de Apus Indica, forma como se chama a Ave do Paraíso da Índia. Conta a história que estes lindos pássaros eram oferecidos aos europeus, todavia não sem antes que suas feias patas fossem cortadas.



Apesar de pequena e vista apenas do hemisfério austral, Apus revela sua singela e nobre beleza, tal qual a Ave do Paraíso - jogo de cores, de luz, de tons que enfeitam a esfera celeste, que abrilhantam o vazio e a escuridão.



Fontes:

http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/10530751/No-conoces-las-constelaciones-Apus-y-Antlia_-Entra_.html
http://pegaso1701.blogspot.com/2011_07_01_archive.html

(Imagens retiradas do site Google)


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sábado, 6 de agosto de 2011

O Altar Celeste - Ara


Ara, Area ou ainda Altar é uma constelação austral situada ao sul de Scorpius (Escorpião). Ara existe desde a época dos babilônios. Seu nome latino original era Ara Centauro, por respresentar o altar do renomado centauro Chiron (Quíron). Metade homem, metade cavalo, Chiron era considerado como o maior detentor da sabedoria sobre a face da Terra. 
Tanto para gregos quanto para os romanos o altar era utilizado para ofertar sacrifícios aos deuses. Assim, o altar era local divino, sagrado e inviolável, um canal místico de comunicação com as deidades. Esse conceito de canal de comunicação, posteriormente foi adotado pelo Cristianismo. Dessa forma, a constelação de Ara também passou a ser vista como um altar cristão.



A constelação de Ara tem também outras associações, como: o altar de Dionísio; o altar construído por Noé após do dilúvio; o altar consagrado por Moisés; e, até o do Templo de Salomão.
Outra lenda conta que Ara é o altar criado pelos ciclopes, através do qual os deuses fizeram ofertas e constituiram uma aliança, anterior a luta contra os titãs.




Fontes:

http://www.explicatorium.com/As-constelacoes.php

*Imagens retiradas do site Google.


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