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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Malévola e Cruel Rainha: Judith da Etiópia - Guerreiras, Cap. 10



Judith foi uma rainha não-cristã que foi regente, por volta de 960, do reino etíope de D'mt. No século nono, durante uma batalha contra o antigo reino de Axum (então capital sagrada da Etiópia), o pai de Judith foi morto, levando-a ao cargo de rainha. Convencida a construir um grande império e ganhar a batalha contra o reino de Axum, Judith alia-se ao povo de Agaw. Essa aliança converteu-se na vitória da rainha, que invadiu a capital axumita, destruindo momumentos e igrejas. Ela também tentou eliminar todos os membros da dinastia que reinava, descendentes da rainha de Sabá.
Os feitos de Judith repercurtiram tanto que acabaram sendo registrados pela tradição oral e em inúmeros outros registros históricos. 
Segundo as tradições ela saqueou e destrui Debre Damo, local sagrado dos antigos reis da Etiópia.
Judith apesar de brava guerreira, devido as suas ações violetas ficou conhecida com uma rainha cruel. Ainda hoje, no Norte da Etiópia, histórias desse gênero relativo a Judith são contadas pelos camponeses.




A próxima grande guerreira a ser aprensetada será, Anita Garibaldi.



Fontes:
www.historiadigital.org/


(Imagem retirada do site Google)


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domingo, 20 de novembro de 2011

A Honorável e Bela Samurai: Tomoe Gozen - Guerreiras, Cap. 9




Samurais e ninjas não só marcaram a história do Japão, como também, contruiram parte do seu imaginário. É muito comum ouvirmos falar dessas castas de homens guerreiros, entranto, não foi apenas o sexo masculino que tingiu presença nas batalhas do passado nipônico. As mulheres, também tiveram atuação importanto no contexto militar.
Dentre as guerreiras mais famosas, destacou-se Tomoe Gozen. "Tomoe" tem como significado 'círculo perfeito', e Gozen, por sua vez, é o título, 'senhora'.
Tomoe era uma figura tão importante, que seu nome consta nos Contos do Heike, documento antigo antigo, que narra como uma mulher bela e excelente espadachim e arqueira, tão exímia quanto qualquer um de seus companheiros masculinos.

"Tomoe era especialmente bela, com pele branca e atributos graciosos. Ela era também exímia arqueira e como espadachim valia por mil homens, pronta para confrontar um Demônio ou um Deus, montada ou à pé. Ela domava cavalos ariscos com incrível halidade; ela cavalgava inabalável descidas perigosas. Quando a batalha era iminente, Yoshinaka a mandou como seu primeiro general, equipada com uma resistente armadura, uma espada enorme e um magnífico arco, e ela mostrou ter mais valor que quaisquer outros guerreiros." (Contos do Heike)

Tomoe era discípula e também amante de Minamoto Yoshinaka. Ela foi uma samurai durante a Guerra Gempei (1180-1185), uma guerra determinante para história dos guerreiros japoneses, que institui um governo regido por bushi (guerreiros).
Quando Yoshinaka consquistou Kyoto do clã Taira, esse revelou o desejo de ser líder do clã Minamoto. Porém, seu primo Minamoto Yoritomo, mostrou-se contrário. Os guerreiros de Yorimoto e Yoshinaka se confrontaram na Batalha de Awazu. Lá, estava Tomoe ao lado de seu amado e mestre Yoshinaka.
Todavia, Yoshinaka estava em desvantagem, sendo assim, vencido e morto. O paradeiro de Tomoe é um mistério. Alguns contam que seu amado a mandou fugir, entretanto, ela se recusou e morreu ao seu lado. Outros afirmam que ela fugiu e desistiu do caminho da espada, refugiando-se em um convento até o fim de sua vida. Alguns dizem ter visto Tomoe vagando com a cabeça de uma samurai na mão - a qual teria pertencido a Yoshinaka - e depois disso realizou o seppuku, suicídio ritualístico dos samurais.


Tomoe Gozen, indiscutivelmente, foi uma figura marcante, enigmática e bela. Ela fez parte do grupo de mulheres japonesas que teceram seu papel na história política e militar do país do sol nascente. Fica apenas uma questão: o que mais reluzia nos embates que Tomoe participava? O fio de sua espada ou o brilho de seus olhos? 


A próxima grande guerreira a ser aprensetada será, Judite da Etiópia.



 Fontes:

Turnbull, Stephen. Samurai Women 1184-1877.

http://www.heihou.com.br/bujutsu/index.php?option=com_content&view=article&id=148:tomoe-gozen&catid=45:personalidades&Itemid=76 



(Imagens retiradas do site Google)

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domingo, 4 de setembro de 2011

Guerreira e Santa: Joana d'Arc - Guerreiras, Cap. 8




Joana d'Arc é considerada uma das mais ilustres mulheres guerreiras do ocidente.
Jeanne d'Arc (Domrémy-la-Pucelle, 6 de janeiro 1412 — Ruão, 30 de maio 1431), por vezes chamada de 'Donzela de Orléans', era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romé.
Nasceu numa singela casa de camponeses e foi criada e educada para converter-se em uma boa esposa. Além disso, não recebera qualquer outro tipo de educação e era praticamente uma analfabeta.
Quando Joana completou seus treze anos de idade, passou a ouvir vozes divinas: Miguel Arcanjo, Santa Catarina e Santa Margarida. Essas vozes falavam-lhe sobre seu destino de salvar a França dos ingleses.
Este incidente ocorreu no ápice da Guerra dos Cem Anos, conflito entre as monarquias francesa e inglesa que se iniciou em 1337 e teve fim em 1453.
A jovem guerreira tinha apenas 16 anos de idade quando, seguindo os conselhos das vozes santas, decidiu que iria coroar o rei (Carlos VII, o Delfim). Ela tinha a convicção de que a paz só ocorreria quando a França viesse a se tornar mais forte e o Delfim recebesse a coroa na catedral de Notre-Dame de Reims, conforme a tradição.
Assim, guiada por esse ímpeto a jovem convenceu seu padrinho, um soldado aposentado, a levá-la até o nobre Roberto de Baudricourt, chefe militar e senhor local. Ela tentou persuadir o nobre a conceder-lhe um exércido, fato que não se concretizou num primeiro momento, mas que mais tarde, devido sua popularidade, coragem, força  e os juramentos de lealdade que os soldados lhe fizeram, não deixou alternativas a Roberto.
Trajando roupas masculinas, Joana e seus cavaleiros atravessaram as terras dominadas pelos inimigos até chegar a Chinon, local onde se encontrava Carlos, o Delfim.
No encontro com o futuro rei, a jovem moça já dispunha de enorme popularidade, entretanto, temeroso quanto a reputação de Joana, Carlos decidiu pô-la a prova: disfarçou-se de nobre e pôs-se a ficar em uma sala cheia deles. Segundo consta a lenda, a jovem guerreira guiada pelas vozes santas, sem jamais ter antes visto o futuro rei, o encontrou e curvou-se diante dele e, então disse-lhe: "Senhor, vim conduzir os seus exércitos à vitória."
Convencido quanto ao caráter e nobreza de Joana, Carlos entrega-lhe uma espada, um estandarte, suas bençãos e o comando das tropas francesas, com o objetivo de libertar a cidade de Orléans, que havia sido invadida pelos ingleses.
Comandando um exército de 4000 soldados a jovem guerreira consegue sua primeira vitória sobre o inimigo. Após uma série de embates, enfim, em julho de 1429, Carlos teve sua coroação na Catedral de Notre-Dame de Reims. Dessa forma, Joana conquistara seu objetivo maior.
Todavia, Paris ainda era controlada pelos inimigos, deixando o poder de Carlos VII instável. Assim, mais uma vez Joana tinge os campos de batalha com sua figura, só que dessa vez, ela não obteve sucesso. Inicialmente ferida por uma flecha em seu peito, fez com que o exercito recuasse... passado algum tempo de sua recuperação, Joana investe suas tropas na cidade  Compiègne. Nessa cidade a jovem guerreira foi derrotada e capturada, e então vendida a coroa inglesa que a submeteu a um tribunal de inquisição.


Bruxa e herege foram algumas das acusações de ordem religiosa que fizeram Joana ser levada à fogueira. No dia de sua execusão ela trajava um vestido branco e tinha apenas 19 anos. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena com a finalidade de não serem objeto de adoração pública.
Anos mais tarde, em 1456, Joana foi considerada inocente pelo Papa Calisto III, e em 1909 a Igreja Católica autoriza sua beatificação vindo a se converter na santa padroeira da França.
Joana é o arquétipo da mulher guerreira e santa, ela foi a única pessoa registrada a comandar o exército de uma nação com apenas dezessete anos.

A fama de Joana d'Arc atravessou os tempos e transformou-se em temas de romances, teatro, games e filmes. Abaixo, dois trailer de duas versões da história de Joana d'Arc. A primera é a versão canadense e a segunda a americana.








 A próxima grande guerreira a ser aprensetada será Tomoe Gozen.
 

(Imagens retiradas do site Google)

Fontes:

http://www.joana-darc.net/

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Senhora do Oriente: Zenóbia - Guerreiras, Cap. 7


 "Ela tinha pele morena . . . Seus dentes eram brancos como pérolas, e seus grandes olhos negros brilhavam como fogo, suavizados pelo mais atraente encanto. Sua voz era forte e harmoniosa. O entendimento brioso dela era fortalecido e adornado pelo estudo. Não desconhecia o latim, mas era igualmente perfeita nas línguas grega, siríaca e egípcia."

Assim conta o historiador Edward Gibbon sobre Zenóbia, poderosa rainha de Palmira (Síria).

Zenóbia, filha de um rico mercador árabe, nasceu na cidade de Palmira - cidade do deserto localizada na atual Síria - sob o nome de Septimia Bat Zabbai. Casou-se com Odenato, nobre palmiriano, cônsul de Roma e governador de todo o Oriente. Com o decorrer do tempo Odenato intitulou-se "rei dos reis" devido seu tamanho poder.
Ao lado da sagaz e brilhante esposa ganhou fama e lealdade de seus súditos. Entretanto, em 267 a. C, no ápice de sua carreira, Odenato e seu herdeiro foram assassinados. Dessa forma, a rainha corajosamente assumiu a posição do marido, já que seu fillho (Vaballathus Athenodorus,) era ainda muito novo.
Devido suas virtudes guerreiras, admistrativas e intelectuais, em pouco tempo Zenóbia transformou Palmira em uma brilhante capital no Oriente Médio. A bela rainha tinha paixão pelo conhecimento, assim, era comum vê-la rodeada de filósofos. Um de seus conselheiros era o filósofo e retórico Cássio Longino — intitulado como “uma biblioteca viva e um museu ambulante”. 
Utilizando de suas habilidades administrativas e militares, e da posição geográfica de Palmira (localizada no cruzamento vital de rotas de caravana entre Roma e Pérsia), Zenóbia tinha em suas mãos o domínio dos persas, façanha que conseguira junto a seu marido; e dos romanos, que estavam abalados devido invasões de povos bárbaros. 
No ano de 269 a.C., Zenóbia então viu a oportunidade de expandir seus poderes régios dominando o Egito. Ela posicionou suas tropas no país, proclamou-se rainha e cunhou moedas com seu nome. Seu reino, por fim, estendia-se do Nilo ao Eufrates.
Guiada por esses fatos, a rainha decidiu desvencilhar-se completamente de Roma (laços que mantinha ainda da época que seu marido era Cônsul). Zenóbia governou um império fundamentado na tolerância, em vez da perseguição. Sua côrte era conhecida pelos atributos da beleza, extravagância de riqueza e intelecto. E seu Império por ser próspero e sólido.
Todavia, seu reinado não teve vida longa. Cinco anos após ter consolidado seu Império, o imperador romano Aureliano a derrotou. Para demonstrar sua consquista, Aureliano desfilou com a rainha pelas ruas de Roma e após isso libertou-a.
Anos depois, Zenóbia uniu-se com um senador romano e se recolheu, rodeada de luxo, a uma vila em Tibur, atual Tívoli na Itália.



 A próxima grande guerreira a ser aprensetada será Joana d’Arc.

(Imagens retiradas do site Google)

Fontes:

http://www.ahistoria.com.br/biografia-zenobia/

http://www.opusculo.com/pt/zenobia-a-rainha-guerreira/


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quarta-feira, 20 de julho de 2011

A ardilosa Artemísia I de Cária - Guerreiras, cap. 6


Artemísia I de Cária foi uma temível guerreira, governante da Jônia, cliente dos persa. Artemísia, filha de Ligdamis, rainha de Halicarnasso, apesar de suas origens gregas, juntou-se à expedição de Xerxes contra Grécia.
Única líder militar feminina do exército de Xerxes. Provou ser superior a tantos outros comandantes. Porém na fatídica batalha de Salamina (em 480 a.C.), Xerxes não deu ouvidos ao conselho de Artemísia - a guerreira avisara ao rei que era loucura enfrentar a marinha grega. Em meio a guerra, vendo a derrota dos persas Artemísia teceu um ardil: afundou um dos navios persas fazendo os gregos crerem que ela estava de seu lado. Entretanto, Xerxes que a observava da costa acreditou que o navio que Artemísia afundara era dos gregos. Assim, ao por seus pés na terra a guerreira foi elogia por sua destreza e bravura pelo rei persa. O rei persa ficou tão deslumbrado, que disse: "Meus homens se transformaram em mulheres, e minhas mulheres em homens".
Na cidade de Esparta, no século II a.C., eram ilustradas com figuras dos persas, inclusive a de Artemísia.
O nome Artemisia (Anahita) deriva de Artemis (equivalente romano a Diana). De acordo com Jablonski, o nome da guerreira é tão frígio quanto a própria e faz referência a Artemas de Xenophon. Todavia, conforme Charles Anthon, a raiz primitiva do nome é provavelmente de origem persa. 'Arta', 'Arte', tem como significado grande, excelente, santa... Artemis seria "a que torna-se idêntica a grande mãe natureza".



A próxima grande guerreira a ser apresentada será Zenóbia

 Fonte:
http://randombios.blogspot.com/2011/03/artemisia-i-of-caria-military-leader.html 

* Todas imagens retiradas do site Google.


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sexta-feira, 3 de junho de 2011

A vitoriosa Boudicca - Guerreiras, cap. 5

Conforme relata o historiador Dio Cassius:

"Boudicca era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multi-colorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que deitassem-lhe os olhos."

Essa mística figura foi uma rainha guerreira celta da tribo dos Icenos (povo bretão)  que ferozmente liderou, junto com outras tribos, um levante contra romanos que ocupavam a Grã-Bretanha em 60 ou 61 d.C.
Prasutagus, seu marido, antes de morrer consolidou um acordo com o Império Romano que consistia em uma aliança que envolvia suas filhas e o imperador romano. Logo que ficou viúva, Boudicca tornou-se líder dos Icenos, entretanto, rompendo o trato que fizeram com Prasutagus, os romanos se rebelaram e impuseram controle total sobre o reino. 
Os romanos não apenas confiscaram os bens da tribo e ditaram seus leis, eles açoitaram Boudicca e ainda violetaram suas filhas. Revoltada com o tratamento que recebera, a rainha organizou uma revolta com auxílio das tribos vizinhas para o combate pela libertação de seu povo.
Assim, Boudicca foi escolhida para liderar os Icenos num ataque contra os romanos. Sob as mãos da rainha, os revoltos tiveram grande sucesso em inúmeros ataques, chegaram a tomar e mesmo massacrar algunas cidades que estavam sob a bandeira de Roma.
Boudicca era uma general feroz e calculista, qualquer um que cruzasse seu caminho era exterminado, devido isso, seu exército não fazia prisioneiros. Quando deparava-se com mulheres nobres romanas, a rainha celta não hesitava em decapitá-las, cortar seus seios e costurá-los à boca.
Cassius aponta que Boudicca cometara todo tipo de atrocidade em nome da deusa Andraste, que em para os romanos equivale a deusa Vitória. Dizia-se que Boudicca, antes de iniciar uma batalha, libertava uma lebre como parte de um rito à Andraste. Caso os romanos matassem o animal, despertariam a fúria da Deusa, que lutaria a seu lado, levando-a à derradeira vitória.
Foi , Caio Suetônio Paulino quem finalmente, por ter maior número de soldados e estar melhor organizado, conseguiu derrotar o exército da guerreira rainha. Uma vitória que transformou-se em uma carnificina.
Com relação a morte da rainha vermelha, uns afirmam que esta morreu na sua última batalha, todavia, historiadores afirmam que devido a derrota ela envenenou-se.
A bravura e heroísmo de Boudicca deixaram suas marcas na história dos bretões. Sua presença ainda é viva hoje em estátuas, artes e literatura.
O nome Boudicca ou Boadiceia, conforme Jackson, é de origem Proto Celtic, um adjetivo feminino que seignifica "vitoriosa". 

Estátua de Boadicéia, próxima ao pier de Westminster

Para aqueles que se interessam, um documentário em 2003 foi feito a respeito de Boudicca:

- Warrior Queen - Boudica (A rainha da era de bronze)



Fontes:

 History Channel. Boudica: a Rainha Guerreira, documentário exibido em 2009.

Spence, Lewis. Boadicea, Warrior Queen of the Britons, 1937, 284 páginas.


(Todas as imagens retiradas do site Google)


A próxima grande guerreira a ser apresentada será Artemísia I de Cária.
AGUARDEM!!!



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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Senhora da Rebelião: Triêu Thi Trinh - Guerreiras, cap. 4

Senhora da Rebelião, assim ficou reconhecida a vietnamita, do séc. III, Triêu Thi Trinh
Triêu nasceu na província de Thanh Hoa, no norte do Vietnã a qual era controlada pelo Reino Wu, um dos três grandes reinos da China.  Ainda criança Triêu ficou orfã e então passou a viver com o irmão Trieu Qouc Dat. Ao completar vinte anos a jovem de espírito guerreiro ficou horrorizada com a forma que os chineses tratavam sua nação, forma semelhante a que seu irmão lhe  dirigia: como uma escrava.
Assim, a destemida Triêu Thi Trinh fugiu para as montanhas e começou a organizar no meio da selva uma base militar de rebeldes. Com um exército de 1000 guerreiros, entre homens e mulheres, a jovem comandante conseguiu libertar uma área do Vietnã do domínio chinês.
Com apenas 23 anos a jovem já havia batido mais de 30 batalhões chineses, um verdadeiro prodígio no campo militar. 
Ao ir para a batalha Triêu usava uma armadura dourada reluzente e duas espadas e postava-se em cima de um elefante. Perplexos com tamanho heroísmo e ousadia, os soldados chineses ficavam com medo da guerreira vietnamita. Temerosos eles afirmavam: "É mais fácil combater um tigre do que a rainha donzela."
Apesar de os esforços de Triêu não terem libertado de imediato seu país, ela ficou reconhecida na história como Joana D'arc vietnamita.


Fontes:
http://www.pocanticohills.org/womenenc/trinh.htm

(Imagem retirada do site Google) 

A próxima grande guerreira a ser apresentada será Boudicca.
AGUARDEM!!!


terça-feira, 19 de abril de 2011

Sacerdotisa e Comandante: Fu Hao - Guerreiras, Cap. 3



Fu Hao foi uma das esposas do rei Wu Ding, da dinastia Shang, por volta de 1200 a.C. Mas o que a torna tão excepcional é que Fu Hao foi também alta sacerdotisa e general militar,  algo incomum para seu tempo.
Pouco se sabe a respeito do início da vida dessa rainha, o que se tem conhecimento é de que o rei Wu Ding com a finalidade de cultivar a fidelidade das tribos vizinhas se casava com uma mulher de cada uma delas. Fu Hao foi uma dessas escolhidas e que soube espertamente se aproveitar desse seu posto.
Essa rainha teve participação ativa em várias campanhas militares, em especial com os vizinhos Tu  que durante muitas gerações foram inimigos ferozes dos Shang. Em uma única batalha os Tu foram vencidos pela força e inteligência da comandante Fu Hao. Além disso, ela ainda liderou outras campanhas contra os vizinhos Yi, Qiang e Ba, em que a batalha contra estes últimos representou a maior emboscada já registrada na História da China. Segundo historiadores, Fu Hao liderou um exército de 13 mil soldados, tornando-se assim a maior líder militar do seu tempo.
Fua Hao não era apenas amada pelo rei, ela tinha a plena confiança deste. Não obstante, Wu Ding consultava os oráculos e conselhos dessa rainha antes de tomar suas decisões.
A importância de Fu Hao transcendeu sua morte. Ela morreu antes de seu marido. Assim, como forma de enaltecê-la, Wu Ding construi um grandioso túmulo onde praticava sacrifícios em sua honra e com o intuito de obter sua ajuda espiritual.
A tumba dessa rainha foi descoberta em Yinxu praticamente intacta e repleta de tesouros de bronze e jade.



(Imagens retiradas do site Google)

Fontes:
http://www.chinese-swords-guide.com/female-warriors-1.html
http://www.colorq.org/articles/article.aspx?d=asianwomen&x=fuhao

A próxima grande guerreira a ser apresentada será a vietnamita Triêu Thi Trinh. AGUARDEM! 


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quarta-feira, 23 de março de 2011

A "Senhora da Terra": Ah-hotep I - Guerreiras, Cap. 2

Ah-hotep foi filha de Senakhtenré Taa I (XVII dinastia), esposa de Senakhtenré Taa II e mãe de Kamés (1555-1550 a. C.), da XVII dinastia, e de Ahmés (1550-1525 a. C.), que fundou a XVIII dinastia.  Percebe-se que uma mulher comum Ah-hotep I não foi... entretanto, não é o fato de ter sido rainha que a tornou admirável, mas sim, seu importante papel na libertação do Egito frente aos Hicsos, nas guerras e perseguições, além da pacificação do Alto Egito.
Ah-hotep I teve forte atuação no palco militar tendo um desempenho excepcional para uma rainha, transformando-a em corregente, provavelmente, nos primeiros anos de reinado de Ahmés, no arranque da XVIII dinastia e do Império Novo.
Assim, ao longo de sua história essa grande mulher recebeu diversos títulos, sendo um deles, conferido no templo de Karnak, como  nebet ta, "senhora da terra", formalizando a importância de seu papel governativo no Alto Egito.
Ah-hotep I viveu até os noventa anos e foi sepultada ao lado de Kamose, em Tebas. Armas e jóias (revelando o requinte, poder e a bravura da rainha) foram encontradas na tumba de Ah-hotep I, incluem um machado retratando Ahmose I derrubando um inimigo hicso e voando em direção à rainha, o que reafirma o sua atuação na expulsão dos hicsos.
O significado do nome de Ah-hopet é "a deusa Lua está satisfeita". E com um espírito valente desses, como a deusa não estaria em estado de satisfação?!



(Imagem retirada do site Google)


Fonte: RICE, Michael - Who´s Who in Ancient Egypt. Routledge, 1999.


A próxima "Guerreira" a ser apresentada é Fu Hao. Aguardem!!


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domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Imortal Pantea - Guerreiras, Cap. 1

Eis aqui a primeira protagonista da nossa série "Guerreiras" e seu nome é Pantea. Quem foi ela? Uma das grandes mulheres que fez parte da história  persa.
Na monarquia da Pérsia, mulheres desfrutavam de um nível de igualdade semelhante aos homens, por isso existiam "imperadores" femininos que muitas vezes eram generais de guerra. Assim, as mulheres tinham papel ativo no governo persa.
E uma dessas mulheres que marcou sua história foi Pantea,  uma das maiores comandantes durante o reinado de Ciro, o Grande (559 a.C - 529 a.C.).
Pantea era esposa do general Aryasb (da dinastia Aquemênida) e desempenhou papel relevante na manutenção da lei após a conquista do Império Neo Babilônico.
Pantea foi comandante das forças de elite do império, fazendo parte do núcleo de elite e concomitantemente da guarda direta do rei. Essas forças de elite eram conhecidas como "Os Imortais" porque sua formação contava com dez mil homens, uma "muralha" humana quase indestrutível.
Para fazer parte desse grupo, os guerreiros eram treinados desde os sete anos de idade e passavam por duras atividades físicas e psicológicas.
A comandante Pantea fazia parte desse grupo de imortais... incrivelmente, Pantea tem o significado de "forte e imortal".


Comandante Pantea



A próxima "Guerreira" será  a egípcia Ah-hotep I. Aguardem!

Fonte: 

(Imagem retirada do site Google)

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mulheres Guerreiras


Agora vai ser assunto em palta mulheres guerreiras. Uma vez ao mês eu vou falar sobre uma mulher que marcou muito a história, especialmente aquelas ligadas a combates. No mundo de tradição patriarcal vemos muitos heróis e mais heróis (muitas vezes merecidamente) que são louvados, entretanto, esquecemo-nos das heroínas. Das mulheres que foram ícones, que tinham um espírito guerreiro e pensamentos que estavam muito adiante de seu tempo.
Assim, pensando nessas mulheres e carregando esse ímpeto no peito, falarei sobre algumas dessas figuras que marcaram a história tanto nos bastidores quanto nas cenas principais.
Criarei então um marcador "Guerreiras" que trará publicações desse naipe.
Não pretendo fazer grandes tratados, nem mesmo trazer fatos super detalhados, ou criar polêmicas, mas sim, expor minha admiração por algumas dessas mulheres.
Quem tiver alguma guerreira para sugerir, por favor, fique a vontade! Sugestões serão sempre bem-vindas.

Então, na primeira publicação dessa linha, falerei sobre Pantea - ícone durante o império de Ciro, o Grande (559 - 529 a.C). Aguardem!!!



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