terça-feira, 9 de abril de 2013

Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense

Foto: Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense
 
"O Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense está nas ruas desde 2008. Mas nos reunimos para tocar bluegrass e matear desde 2007", conta Ricardo Sabadini, integrante da banda. Atualmente, o Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense é composto por Heine Wentz (violino), Marcio Petracco (bandolim), Ricardo Sabadini (violão) e José Baronio (contrabaixo).
Conforme Sabadini o Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense tem como objetivo "interagir com a cidade, levar a música bluegrass para as ruas, ocupar os espaços públicos e garantir o nosso café da manhã. É uma relação de reciprocidade: ao mesmo tempo em que apresentamos o nosso show ao ar livre para a população de Porto Alegre (que é onde mais nos apresentamos), nós passamos o chapéu e o público contribui com qualquer moedinha, a contribuição é voluntária e pode ser qualquer moedinha mesmo." Além disso, o grupo tem como proposta se apresentar como os pioneiros do bluegrass faziam em meados da década de quarenta:  utilizar apenas um único microfone, ao redor do qual os músicos se revezam para executar seus solos, tanto vocais quanto instrumentais.
Como o nome já indica, o grupo é influenciado pelo bluegrass music, gênero musical oriundo dos Estados Unidos que utiliza somente instrumentos acústicos (violino, bandolim, violão, contrabaixo acústico e banjo). "Bluegrass é o apelido do estado do Kentucky “The Bluegrass State” e é de lá que veio o grupo que deu nome ao estilo “Bill Monroe and His Blue Grass Boys”. Bill Monroe é considerado o pai da música bluegrass “the father of bluegrass”. Nosso repertório é exclusivamente de músicas desse gênero. As raízes dessa música remontam aos imigrantes irlandeses, escoceses e ingleses, fugidos da fome que passaram na Europa em meados do século XVIII. Eles colonizaram a região dos montes Apalaches, e junto com eles trouxeram sua cultura musical. O bluegrass também teve influência dos afro-americanos, que foram os responsáveis pela introdução do banjo nos Estados Unidos", conta Sabadini.

Foto: Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense.

No inverno de 2009 o Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense gravou seu primeiro disco no Studio Rock. São 14 faixas só de clássicos do gênero - temas instrumentais de origem irlandesa, de cunho religioso a cappella e música profana. Todas foram gravas em um único take (ou seja, não ocorreu sobreposição de instrumentos, recurso muito utilizado na música moderna). Na época, o contrabaixista era o Pedro Marini, que gravou todas as faixas do disco.
Por fim, Sabadini compartilha e convida:
"Costumamos nos apresentar aos domingos no Brique da Redenção, a partir das 10 horas da manhã, basta não chover. Também tocamos às sextas-feiras na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de PoA, mas não é sempre. Então, pra quem quiser seguir as nossas aventuras musicais pelas ruas, basta curtir nossa página no Facebook e nosso perfil no Twitter."





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sexta-feira, 15 de março de 2013

Possibilidades

Prefiro o cinema.
Prefiro os gatos.
Prefiro os carvalhos nas margens do Warta.
Prefiro Dickens a Dostoievski.
Prefiro-me a gostar das pessoas
em vez de amar a humanidade.
Prefiro para uma emergência ter agulha e linhas.
Prefiro a cor verde.
Prefiro não afirmar
que a razão é a culpada de tudo.
Prefiro as excepções.
Prefiro sair mais cedo.
Prefiro falar de outras coisas com os médicos.
Prefiro as velhas ilustrações listradas.
Prefiro o ridículo de escrever poemas
ao ridículo de não os escrever.
Prefiro no amor os pequenos aniversários
para festejar todos os dias.
Prefiro os moralistas que nada me prometem.
Prefiro uma bondade algo prudente
a outra confiante em demasia.
Prefiro a terra à civil.
Prefiro os países conquistados
aos conquistadores.
Prefiro guardar as minhas reservas.
Prefiro o inferno do caos ao inferno da ordem.
Prefiro as fábulas de Grimm às primeiras páginas dos jornais.
Prefiro folhas sem flores às flores sem folhas.
Prefiro os cães sem a cauda cortada.
Prefiro os olhos claros porque os tenho escuros.
Prefiro gavetas.
Prefiro muitas coisas que não menciono aqui
a outras também aqui não mencionadas.
Prefiro os zeros soltos
aos dispostos em bicha para o número.
Prefiro o tempo de insectos ao de estrelas.
Prefiro fazer figas.
Prefiro não perguntar se ainda demora e quando é.
Prefiro tomar em consideração a própria possibilidade
de ter a existência o seu sentido.

(Wislawa Szymborska)

Tradução de Ana Cristina César


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quarta-feira, 13 de março de 2013

O Senhor dos Anéis - The Hobbit (ThePianoGuys)

Para os fãs de O Senhor do Anéis: performance maravilhosa do The Piano Guys, emoção à flor da pele e fotografia linda! Boa apreciação!





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domingo, 10 de março de 2013

Capricórnio - A Cabra Celeste

Galáxia NGC 6907 da constelação de Capricórnio.

É a décima primeira constelação do Zodíaco, localizada na zona equatorial. Seu nome Capricornus vem do latim ("cabra de chifres") e é comumente representada por uma mística criatura, metade cabra, metade peixe. É vizinha das constelações, Áquila, Sagitário, Microscopium, Peixe Austral e Aquário. A maioria das constelações que fazem fronteira com Capricórnio são relacionadas com a água, explicando o fato de  Capricórnio estar localizada em uma área do céu conhecida como Mar.
Na Idade do Bronze, Capricórnio foi considerada um marco do solstício de inverno, pontuando o dia que marca a reversão da duração dos dias e noites, mais tempo de escuridão que luz.



Na Mitologia Grega, Capricórnio está associada a Amaltéia, cabra que amamentou Zeus em sua infância em Creta. O chifre quebrado de Almatéia, usado para alimentar o deus, transformou-se no corno da abundância ou cornucópia. Outras figuras que são referências dessa constelação são:
- O deus Pan, protetor dos bosques, campos e pastores quando foi atacado por Typhon, ele saltou para o Nilo para a proteção, foi então que a parte do seu corpo que estava acima da água manteve-se em forma de cabra, enquanto a parte imersa transformou-se em corpo de peixe.
- A figura dos sátiros, personagens lendários meio homens, meio bodes.


A constelação de Capricórnio é uma das 48 constelações que foram identificados por Ptolomeu, astrônomo que viveu no século II. .

Como forma de homenagear essa constelação o artista japonês Kagaya, tendo a mitologia e a posição estrelar como base, criou a imagem abaixo:





Pan é um brilhante e alegre deus do campo
Ele sempre gosta de tocar uma flauta feita de cana
e trotear em volta das árvores com ninfas bonitas
Mas, desta vez, ele metamorfoseou-se em uma estranha cabra
e está nadando na água.
Você se pergunta admirado por que ele está fazendo essas coisas?

(Kagaya)


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quarta-feira, 6 de março de 2013

A fluidez da forma: Sayaka Kajita Ganz


A arte de Sayaka Kajita Ganz tem um ponto peculiar: o movimento. Elas parecem correr, saltar, voar.
A artista japonesa cria impactantes esculturas inspiradas na natureza utilizando materiais recicláveis. Para ela, todos os utensilios esquecidos e que fazem parte do nosso dia-a-dia se convertem em matéria-prima para sua arte. Suas esculturas representam animais em movimento de uma forma poética e refinada, captando tais momentos que traduzem toda a intensidade, vitalidade e velocidade.
A filosofia da arte de Ganz está em um ponto sublime: a beleza está em todas as partes, mas às vezes é necessário uma mudança de perspectiva para encontrá-la. Sua fonte de inspiração é a natureza e a energia vital de animais, o vento, a corrente de água, as ondas e o tempo. O foco está no movimento e na direção que são exprimidos através dos detalhes em formato de ondulações e escamas.
Vista de perto, a arte de Ganz tem inúmeras lacunas em algumas áreas, entretanto, quando apreciadas de longe percebemos seu todo e sua grande beleza e harmonia. Através de sua arte Ganz transmite sua mensagem de esperança.

















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