sábado, 8 de agosto de 2015

(Des)umanidade

Seja com meus fones de ouvido,
ou com meu livro,
com minha cara fechada,
ou revista comprada,
com meu tablet do trabalho,
ou no celular compenetrado,
eu juro solenemente nunca interagir com outro ser humano,
onde quer que eu esteja.

(Gabriel Silveira)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

MiniContos e Muito Menos


 Escrito por Marcelo Spalding e pela Laís Chaffe, o livro “MiniContos e Muito Menos” é um livro composto apenas por contos, alguns realmente bem pequenos, o que acredito que fez levar a ideia de “minicontos”. Por ser dividido na metade ele têm duas capas, cada capa com um dos nomes dos autores e uma ilustração sobre algum dos seus textos. A ilustração foi feita pelo Alexandre Oliveira.
 O livro tem uma pegada de texto para fazer o leitor pensar com o simples, enxergar coisas grandes no cotidiano. Para ajudar essa leitura reflexiva e engraçada Alexandre ilustra muito bem alguns textos assim como eles, as ilustrações tendem a fazer o leitor pensar e rir ao mesmo tempo. É um livro pequeno, mas muito bem trabalhado.
 Não é o tipo de livro que te obriga a ler do início ao fim, pode abrir, ler um conto, pensar sobre ele e continuar o dia. Porém alguns contos têm continuações independentes, então se ler todos fará um sentido maior, mesmo não perdendo o sentido sozinho.
 “MiniContos e Muito Menos” é divertido, reflexivo, organizado, bem ilustrado, que pode ser lido em apenas um dia até por leitores iniciantes. Ele leva o leitor para muito longe sem sair do lugar. O fato de usarem o cotidiano, histórias reais, para fazerem os contos, faz com que aproxime o leitor da escrita e do escritor criando uma ideia de amizade entre os dois, tudo valorizado mais pela arte dos desenhos.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Para não falar de amor...

E sobre o amor... quanto mais eu vivo, menos eu sei. O amor é a grande constante inconstante, que te olha nos olhos até tocar a alma e te desafia: "me defina!". Mas não cabe em palavra ou teoria. É uma porção tão cósmica quanto o próprio cosmo, com leis próprias, por vezes, severas. O amor é a água que escorrega dos olhos, a curva sinuosa do sorriso. O amor é isso, aquilo, e nada disso e também é tudo. Constante inconstante pulsando em batimento cardíaco.

(Michelle C. Buss)

...

E tenho algo de estrela torta... uma ponta não se ajusta à outra. Fico em transe, sem norte, à deriva. Perdida na noite escura e profunda, olhando pra dentro que é tão escuro quanto, soprando luz pra me acender... soprando luz nessa vastidão.

(Michelle C. Buss)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

(com)partilhar

Gosto mesmo é de gente espontânea, que não tem medo de ser o que se é, que não tem medo de errar e se errar, ter a humildade de admitir o erro. Gosto é de gente que sorri e que chora, de gente que se preocupa com outras gentes, de gente que se diverte e que batalha. Gosto de gente que tenha sonhos, de gente que é gente, de gente que abraça. Gosto de gente que viaja, que se perde pra se encontrar, que se revira, que se transforma, gente que vive, que espera, gente que busca, gente que é de verdade. Gosto de gente e gentes e tanta gente. Gosto dessa gente que também é um pouco de mim... que é gente.
 
 
Michelle C. Buss
 
 
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