terça-feira, 3 de outubro de 2017

Não mais lascar, fundir!: análise do poema "Olimpíadas na Idade da Pedra" como um ato de recriação tradutória

Amanhã, dia 4/10, no Instituto de Letras da UFRGS, às 14h, eu e a Marianna Ilgenfritz Daudt estaremos falando sobre o processo de tradução de um dos poemas da escritora Tawada Yôko na III Semana de Estudos de Tradução da UFRGS.
Para quem gosta de poesia, fica o convite! A entrada é gratuita! Evoé!



.
Evóe
.
Paixão é uma reação química que desestrutura todas as geometrias internas. A pele reage ao menor toque do olhar e a lembrança é uma centelha de fogo que principia em incêndio.
Todos os sentidos se desfazem e então novos se constroem, é fênix com outras penas, outra cor.
Mente em ebulição...
Paixão é uma substância que queima e faz o espírito entrar em combustão.
A respiração acelera, a pupila se dilata, a garganta sente sede, o corpo oscila entre um dia calmo de outono e a efervescência de uma tarde primaveril.
O peito geme, sorri bobo e teme o abandono.
Energia ascendente que se enrola na alma e vibra em laranja, rubi e dourado.
Paixão é um oriente de mistérios.
A ansiedade que inquieta as horas.
E ninguém pode entende-la porque ela foi feita para apenas ser sentida.
Atração magnética de um abraço.
O verbo que silencia nos lábios e rompe no olhar...
A sintonia de corpos, a descoberta de almas.
Paixão sozinha castiga porque é sedenta e prefere dois.
Dois que então se funde em um: alquimia.
Paixão é uma noite que respira sândalos e canta cantigas de fogo.
Não dorme, quer mais.
Paixão é o pulso e o impulso, o sublime que se abstrai em sussurro.
Paixão quando a dois é água que jorra em fontes de ouro. Jardim grego que abriga a conjunção de Eros e Psique.
É a canção mais doce, constelação de poemas que constelam vidas e versejam anseios.
É o tudo que se conflui ao nada e vira tudo outra vez
Paixão. Passione. Passion. Pasion. Passionis.
A língua de fogo na boca dos homens.



(Michelle C. Buss. Poema presente no livro Mosaicos, p. 26-27)



.
Evoé
.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

OFICINA DE MONTAGEM - A Falecida de Nelson Rodrigues




OFICINA DE MONTAGEM
O OBJETO SE TORNA ATOR
MÓDULO INICIANTES
A FALECIDA/NELSON RODRIGUES
DE 03/07 À 27/09/2017
SEGUNDAS E QUARTAS DAS 19H ÀS 21:30
CIA DE ARTE, ANDRADAS 1780.
 

Curso aberto à qualquer pessoa - com idade mínima de 15 anos, com ou sem experiência anterior - com objetivo de utilização da linguagem teatral como exercício de potencial criativo, utilização do sensorial,comunicabilidade, desinibição e expressividade.
A metodologia propõe técnicas de relaxamento e sensibilização, método de ações físicas,
jogos teatrais diversos, busca de linguagem comum com interpretação ou improvisação,
construção de personagem e montagem final do texto A FALECIDA de Nelson Rodrigues.
Referências:
STANISLAVSKI, PETER BROOK, MARCIO VIANNA, AUGUSTO BOAL,ARIANNE MNOUCHKINE E MATTEO BONFITTO.

RENATO DEL CAMPÃO
MELHOR ATOR AÇORIANOS 2015
Trabalha como ator e diretor teatral há 30 anos. Ministra oficinas de teatro à 15 anos.
Sua oficina já abrigou de grupos populares pelo Projeto Descentralização da Cultura, até outros reunidos no SESI,
Sogipa, Pólo Petroquímico e particulares, como empresários, profissionais liberais e comunicadores.
No seu currículo teatral somam-se quase 60 espetáculos (entre eles: Inimigos de Classe, Navalha na Carne, Espancando a Empregada,
No Tempo do Onça, Rede Nacional de Intrigas, Clubber, Eu Sei O Que Vocês Dublaram no Verão Passado,
Eu Ainda Sei ... , Eu Continuo Sabendo ... , Histórias Tatuadas , Alice Maravilha
,Bonecas à Beira de um Ataque de Risos,Jogos na Hora da Sesta,Caio de Boca e Alma,O Anjo Exterminador,Apareceu a Margarida , A Serpente e Cadarço de Sapato.)
Tem passagens pelo mercado publicitário, televisão (Memorial de Maria Moura) e cinema ( O Homem Que Copiava, direção de Jorge Furtado).
Lançou o livro A Comédia Negra, reunindo comédias escritas por ele nas décadas de 80 e 90.
EDUARDO KRAEMER
MELHOR DIRETOR AÇORIANOS 2015
É diretor teatral a 18 anos e dirige a Cia Teatrofídico a 13, onde produziu e encenou mais de 15 espetáculos reconhecidos pelo público e pela crítica, como Jogos na Hora da Sesta, vencedor do Açorianos 2014 Melhor Iluminação e indicado a Melhor ator(Renato Del Campão);Caio de Boca e Alma de Caio Fernando Abreu;Eu preciso aprender a ser só, vencedor Açorianos 2005 Melhor Trilha Sonora Adaptada e idicado a Melhor Atriz(Saionara Sosa) e Melhor Cenografia;A Serpente de Nelson Rodrigues, também idicado a Melhor Ator(Renato Del Campão);Apareceu a Margarida indicado a Melhor Ator(Renato Del Campão) e em 2015 Cadarço de Sapato ou ninguém está acima da redenção vencedor AÇORIANOS MELHOR DIREÇÃO, MELHOR ATOR(Renato Del Campão) e MELHOR CENOGRAFIA(Alexandre Navarro) onde também foi indicado a MELHOR ESPETÁCULO E PRODUÇÃO.
Ministrou várias oficinas dentro do Projeto Usina das Artes e fez oficinas com diversos nomes da cena teatral gaúcha e nacional tendo por último,participado da oficina de Performance OUVIDORIA com o diretor Matteo Bonfitto.

Trabalhou 13 anos na produção do Porto Alegre Em Cena e 7 anos no Festival Palco Giratório do Sesc.

SERVIÇO
ONDE: CIA DE ARTE, Rua dos Andradas 1780, Centro Histórico
QUANDO:Julho, Agosto e Setembro
03/07 à 27/09/2017 segundas e quartas das 19h ás 21:30h
CARGA HORÁRIA:60hs aula
QUANTO:R$200,00 por mês
INSCRIÇÕES:edu.kraemer@gmail.com

CONTATO:
EDUARDO KRAEMER
(51)984121265 (51)30221265
edu.kraemer@gmail.com
RENATO DEL CAMPÃO
(51)996568341
rcampao@bol.com.br

terça-feira, 30 de maio de 2017

Seminários de Psicologia Analítica ESPAÇO ARTE-CIÊNCIA

Enquanto a UTOPIA idealiza o futuro e a DISTOPIA constrói o trágico amanhã, a INDIVIDUAÇÃO é a autoconsciência da realidade, onde as diferenças respeitadas objetivam um bem-estar comum. Seminário coordenado por Flora Bojunga Mattos, aberto a toda a pessoa interessada em discutir a nossa posição na sociedade de hoje.


Quando: 31/05/2017, das 20h às 22h
Onde: ESPAÇO ARTE-CIÊNCIA
Endereço: Rua Miguel Couto, 770 - Menino Deus - Porto Alegre/RS 

 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

quântica poética

Ao som das esferas celestes, de estrelas que se debatem e trincam no movimento inconstante constante do nascimento de uma supernova: dança cósmica de ancestrais-novos deuses. Me encho de universo, e por um instante tudo suspende. Trago a tinta das estrelas nas palmas de minhas mãos enquanto me descubro poema. Em meus olhos, o verso de galáxias além sol e dessa própria terra.
Poesia... poesia. Esse coração que se desperta em supernova, que desperta em amanhecer. Esse meu coração que bate em poesia. Te descubro, me redescubro: um poema em constante pulso.
Além de qualquer átomo meu, por toda geometria do meu DNA, em toda minha carne, o sopro que me faz vida é o poema. Energia dimensional que movimenta astros, minha supernova que jamais morre e me faz (r)existir.
Em todos os tempos e em toda atemporalidade, nos meus silêncios, nas estações que ficam entre as estações, toda vez que meus olhos abrem um novo dia, toda vez que minha água interior é maré nos meus olhos. Toda vez que entendo o amor, toda vez que o amor me acende, toda vez que me percebo amor.
Em tudo, em todos, em cada recanto dos multiversos interiores e desse próprio mundo: poesia.
Te descubro, poema em constante pulso, me descubro.

(Michelle C. Buss)