terça-feira, 23 de novembro de 2010

Da Existência

"Nossa existência é transitória como as nuvens do outono.
Observar o nascimento e a morte do ser é como olhar os movimentos da dança.
Uma vida é como o brilho de um relâmpago no céu.
Levada pela torrente montanha abaixo."


(Sidarta Guatana)




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Voz dos Mantras



  O som dos mantras ecoa pelo mundo na belíssima voz de Deva Premal. Nascida na Alemanha em 1970, desde cedo Deva aprendeu violino, piano e recebeu treinamento de voz. Também, quando criança, os pais de Deva ensinaram a menina a cantar Gayatri Mantra (hoje um dos mantras mais famosos e entoados por ela).
  Essa atmosfera formou as bases para Deva Premal seguir seus rumos, assim, quando conheceu Miten, na Comunidade do Osho na Índia, naturalmente, através dos incentivos de Miten, ela começou a explorar sua voz.

“‘Eu era muito tímida para cantar sozinha, mas incentivado por Miten, me tornei mais confiante e acabei descobrindo a minha voz.’
A influência da música clássica indiana é evidente em seu canto, embora ela nunca tenha tentado copiar ou roubar a tradição.

‘É algo que vem naturalmente’, diz ela, ‘como se eu tivesse ouvido isso antes, em outra vida.’”

  Assim, Miten e Deva Premal começaram a partilhar com o mundo suas melodias, entoar mantras e emocionar com suas canções. Atualmente, o trabalho deles é tão reconhecido que recebem diariamente cartas de pessoas do mundo todo agradecendo e agraciando sua música. Afinal, as melodias de Miten e Deva Premal verdadeiramente confortam a alma, abrem horizontes e nos fazem navegar por um universo de cores e imagens impressionantes.
  Deva, acompanhada de Miten, canta com seu coração, com sua alma. Sua bela voz penetra no mais profundo de nosso ser, faz nossa essência vibrar.






domingo, 21 de novembro de 2010

Por trás do banal das coisas



"Por trás do banal das coisas" intitula o segundo blog de Caroline Buss.  Nesse blog diversos assuntos são tratados. Como a própria autora declara: "Quero diferenciar as minhas ideias das minhas 'críticas'. Pretendo simplesmente falar sobre o que faço, leio, vejo. Acho que é interessante fazer algo quando se tem alguma opinião alheia. Não sei. Não sei também se alguém aceitará, concordará ou qualquer coisa do gênero. Mas eu realmente gosto de escrever e isso me acalma..."
E Carol escreve muito bem e tem assuntos que agradam diversos gostos e estilos, vale muito à pena dar um conferida!



http://umaparteinteira.blogspot.com/





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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Queda do Anjo - Angel Falls

A mais alta queda d'água do mundo encontra-se na Venezuela.  Com 979 metros de altura (807 de queda sem interrupção), gerada pela queda do Rio Churún desde o Auyantepuy; no Estado de Bolívar, sudeste da Venezuela, próximo à fronteira com o Brasil e a Guiana, encontra-se o Salto Ángel, ou Angel Falls, ou Queda do Anjo ou Parekupa-meru (nome nativo). Seu nome (Angel Falls) é alusivo ao aviador estado-unidense James Crawford Angel.
Angel Falls é realmente fantástica, onírica... Então, hoje divido com vocês uma maravilha da natureza, um dos recantos mais lindos do mundo na minha opinião!


(Imagem retirada do site Google)




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Sem Vírgulas

(Trago a vocês mais um poema da talentosa Anna! Espero que apreciem!)


sem vírgulas

asfaltos de mesmas cores revezam-se sob minhas pupilas
luzes noturnas que se desprendem do sol morto
os mesmos erros cometidos com as mesmas amareladas vistas
passeio sobre são paulo e o que vejo é tudo
passos a mais, passos a menos, as mesmas cidades
é tudo mais do mesmo

baianas chacoalham suas brancas náguas
homens de preto com suas mesmas maletas de dinheiro verde-pântano
mulheres fracas cujas tetas moles já não jorram sucos brancos que adiam a morte:
suas crianças sentem fome, seus estômagos de mãe sentem fome

pobres coitados de caídas pálpebras arrastam seu lamúrio gosmento pelos bairros
assassinos magnatas esbravejam tons tenores querendo trepidar vibrações maléficas entre os tímpanos da população:
atrituam dores vermelhas, ásperas - são como instrumentos de corda

inocentes meninas esperam legos cor de rosa para encaixar em seu coração
o petróleo lânguido a escorrer pelos poros ébrios do poeta devasso cujo coração é preto
as calçadas continuam a pulsar gente a gritar consumos falsificados para sobreviver:
as garras de luta são de toda parte

tudo é tão igual
tão animal, visceral
as entranhas corroídas são as mesmas
os nervos pulsantes de veneno têm a mesma cor
as vidas derretidas têm os mesmos princípios
a futilidade encontra-se fatídica no ser igual
o fio lógico é que eu não sei onde está
o fim é que eu não sei onde está


(Anna Carolina Magagnin)


Para mais escritos: http://lampejosmalditos.blogspot.com/