quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cruzeiro Roupa Nova – O Show

Roupa Nova (Foto: imagem do Google)


Um pouco atrasada, mas não poderia deixar de falar desse show incrível que aconteceu no dia 26 de abril, no teatro Araújo Vianna.  Depois de cinco anos tentando assistir a um show do Roupa Nova, finalmente, no sábado passado consegui! Confesso que tinha bastante expectativas... e quer saber? Todas elas foram atendidas.
Roupa Nova não é só sinônimo de música boa, mas de música de muita qualidade. Os caras são feras no que fazem. O grupo trouxe o espetáculo Cruzeiro Roupa Nova - O Show, que foi gravado a bordo de um transatlântico que inclui grandes sucessos como Dona, Sapato Velho, Whisky a Go Go. Para surpresa da plateia, o grupo ainda cantou à capela e sem microfone a música Yesterday. Depois do "mais um", quando os integrantes já haviam saído do palco, o público começou a gritar "volta!". Segundos depois, para alegria de todos, Roupa Nova atendeu aos pedidos tocando grandes sucessos do rock internacional de bandas como Creedence, Nirvana, Guns N' Roses, Pink Floyd.
Foi um show lindo e inesquecível, com muita música e energia boa.





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domingo, 27 de abril de 2014

ir embora

não daqui ou dali
ir embora de sentir 
e de ontem 
e de amanhã 
e de hoje também se der no jeito 
e de estar por dentro de qualquer lugar 
inclusive de si 
aliás 
ir embora sim 
daqui ou dali 

que tem hora que a dor 
de cabeça é tanta 
que eu chego a sentir um formigueiro por trás do olho 
que tem hora que se vê que até o céu imóvel 
tem estrada na frente dele
e que cai suor e mais suor da cara 
e no chão brota nada com nada
que tem hora que eu vou me sumir
pra dentro desses matagal 
que eu vou procurar o capataz pra bater nele 
com um capim seco 
que eu vou chamar todo mundo pelo nome 
porque o senhor mora é lá no céu 
que eu vou me chamar Quilombo dos Palmares de nenhum lugar 
que tem hora que eu vou 
é morrer tentando

(Silvério B.)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Duomo di Milano (Catedral de Milão)

Duomo di Milano. (Foto: Michelle C. Buss)
Quem vai para Itália não pode deixar de visitar Duomo di Milano, ou como os italianos carinhosamente chamam, Duomo.
Duomo, que em italiano significa "catedral", situa-se na praça principal da cidade de Milão, na Lombardia, norte da Itália. Essa catedral é também sede da arquidiocese de Milão e uma das mais célebres e complexas construções do estilo gótico europeu.
Duomo é simplesmente uma catedral enorme, possuindo cinco naves com uma altura de 45 metros, dividas por 40 pilares. Sua construção iniciou no ano de 1386 e apenas no ano de 1813 foi dada por finalizada.
Segue algumas imagens abaixas, capturadas por mim quando estive em Milão.

Duomo di Milano. (Foto: Michelle C. Buss)

Duomo di Milano. (Foto: Michelle C. Buss)

Duomo di Milano. (Foto: Michelle C. Buss)

Duomo di Milano. (Foto: Michelle C. Buss)

Duomo di Milano. (Foto: Michelle C. Buss)

Duomo di Milano. (Foto: Michelle C. Buss)

Duomo di Milano. (Foto: Michelle C. Buss)

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

TRANSITÓRIA

A vida é uma rosa que o tempo despetala.
Prefiro comer caqui fora de época
enquanto soa o sino antigo em um haikai.
Minha casa é um templo de mutações
ornada por lírios,
nadeshikos e violetas.
Uma casa fora das horas
porque o I Ching me contou,
um dia enquanto me confundia a poemas,
que a mesma rosa que o tempo despetala
não morre, mas renasce
na lua nova de maio
a cada ciclo da existência.

(Michelle C. Buss)


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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Autobiografia de Alice B. Toklas

                           


Gertrude Stein fez de sua casa, em Paris, o ponto de encontro de gente como Pablo Picasso, Matisse, Hemingway, Scott Fitzgerald, Braque, Apollinaire e outros grandes nomes das artes do século XX. Sua companheira, Alice B. Toklas, cuidava dos trabalhos domésticos e ajudava a entreter os convidados, enquanto G. Stein encontrava uma forma de revolucionar a literatura. Claro que essa rotina nas mãos de uma grande escritora renderia um grande livro. Em Autobiografia de Alice B. Toklas, Gertrude Stein empresta sua voz de narradora a Alice e conta, assim, divertidos e reais episódios, num tom simples de quem os viveu e quer apenas contar o que aconteceu (talvez para alcançar este tom é que a escritora se viu na necessidade de assumir o olhar de outra pessoa).
Gertrude Stein dispensa apresentações, mas vamos lá: gênio (como ela mesma admitia ser), inventora da escrita automática, feminista, homossexual e provocadora em quase todos os sentidos possíveis. Escreveu grandes e inovadoras obras entre romances, peças de teatro e poemas. A arte contemporânea é impensável sem ela. Autobiografia de Alice B. Toklas é uma ótima escolha para começar a conhecer a obra da escritora.

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