domingo, 9 de novembro de 2014

AWEN - Vivência Celta


O Awen é o princípio, a criação da vida, a concepção divina que manifesta o Ser.

A = o princípio masculino, a força, o vigor, a virilidade;
W (pronuncia-se como um “U”) = o princípio feminino, a graça, a beleza, a intuição
EN = a criança, o resultado do encontro de duas partes “distintas”, a conclusão de algo “inesperado”, ainda se formado fisicamente, passivo de uma “formação intelectual”, a semente do futuro.


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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Lançamento do livro Mosaicos, de Michelle C. Buss, em São Paulo.


A Editora Patuá convida a todos para o lançamento em São Paulo do livro "Mosaicos", poemas de Michelle C. Buss.
No mesmo dia a Editora Patuá comemora o prêmio ProAC - Programa de Ação Cultural - que recebeu em 2014 para a realização da Coleção Patuscada 2.
O evento será realizado dia 08/11 (sábado) a partir das 19h no Bar Canto Madalena - Rua Medeiros de Albuquerque, 471 - São Paulo - SP
A entrada para o evento é gratuita e o livro estará à venda por R$ 30,00 (ATENÇÃO: pagamento apenas em dinheiro ou cheque).
O livro já está à venda em nosso catálogo. As compras pelo site podem ser parceladas em até 12x. Aproveite!
Amigos e leitores de outras cidades que realizarem a compra antes do lançamento receberão o livro autografado após o evento. Aproveite!
 


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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O Brasil é todo brasileiro

Para nós pensarmos, refletirmos bem... O que é Brasil? Quem é o Brasil? Diferenças importam tanto assim? E importam em que? Ter opiniões e posicionamentos políticos diferentes é natural e direito de todos, agora preconceito e imposições...





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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O amor acaba

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba. 

 (Paulo Mendes Campos)

Texto extraído do livro "O amor acaba", Editora Civilização Brasileira – Rio de Janeiro, 1999, pág. 21, organização e apresentação de Flávio Pinheiro. 


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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Mantras para Vida - Deva Prema & Miten com Manose


Eu poderia dizer que foi lindo, mas... foi mais que lindo. Foi sublime. Uma experiência que eu jamais esquecerei. Deva Premal e Miten com o maestro Manose estiveram em turnê em Porto Alegre no dia 20 de outubro e tive a alegria de assistir o show ao lado da amiga e artista Denise de Freitas. Foi mágico. O show durou em torno de 3 horas, 3 horas de muita meditação, música e boa energia.
Deva, Miten e Manose são pessoas maravilhosas e carismáticas, são artistas de alma (aquele que você percebe que está sentindo a música, vivendo a música). Eles cantaram Gayatri, Om Tare, Ide were, entre outros. Também cantaram uma canção linda em língua portuguesa, emocionando a todos.
Não foi um simples show, não houve apenas um desempenho artístico incrível. Não. Foi uma apresentação com tudo isso, mas também um momento de cura, de amor, de conexão e descoberta. E sim, sou fã deles e posso dizer com tranquilidade que quero vê-los tocando ao vivo muitas e muitas vezes.
No final do show, tive a alegria de poder entregar um Mosaicos para o maestro Manose, um pequeno presente meu para esses três grandes artistas.

Michelle e Manose. (Fotografia: Denise de Freitas)


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