quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Das batalhas...

Por mais que na batalha se vença a um ou mais inimigos, a vitória sobre a si mesmo é a maior de todas as vitórias.  

(Siddhartha Gautama)




quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SOU DE QUALQUER LUGAR

Mesmo estando aqui em Dublin, rodeada de coisas lindas, é impossível esquecer meu país. País esse que amo e admiro. País que abriga em seu peito diferentes culturas, matizes, expressões... Por isso hoje, não poderia deixar de fazer minha pequena homenagem... Assim, divido com vocês a música "Sou de qualquer lugar", cantanda por Daniela Mercury. Afinal, acredito que vivo isso: sou de qualquer lugar, mas carrego em mim, minha nação!





SOU DE QUALQUER LUGAR

Sou de qualquer lugar
Eu sou minha nação
Tenho somente o sonho
E o mapa do mundo em minhas mãos
Por onde eu passar
Vão lembrar de mim
Finco minha bandeira
Eu sou brasileira, eu nasci assim
Eu nasci pelas mãos de Janaína
Eu cresci aprendendo a me virar
Minha mãe fez milagre, e eu menina
Vi o peixe e o pão multiplicar
Eu sou meio Saci, Macunaíma
Tenho o sangue guerreiro de Zumbi
Com Dadá de Corisco eu aprendi
A cruzar meus desertos e sertões
E dos Santos, Drumont, dos aviões
O direito sagrado de ir e vir
Sou de qualquer lugar
Eu sou minha nação
Tenho somente o sonho
E o mapa do mundo em minhas mãos
Por onde eu passar
Vão lembrar de mim
Finco minha bandeira
Eu sou brasileira, eu nasci assim
Sou martelo na mão de Aleijadinho
Esculpindo a queimada de Krajzberg
Eu sou as reinações de Narizinho
Sou Lobato engolindo Gutemberg
Salve Cícero padre, meu padrinho
Pela areia que vaza na ampulheta
Desde o tempo em que a terra era perfeita
Sem fronteiras, primeiro e nem segundo
Lá do Sol...sou do tal terceiro mundo
Igualzinho a qualquer um do planeta



.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amor, Lealdade e Amizade: Claddagh




Claddagh é o nome de um  vilarejo de pescadores situado fora dos muros de Galway na costa oeste da Irlanda. Mas o que torna Claddagh tão famosa não é a vila em si, mas a lenda por traz de um anel cujo o significado tem extrema importância.
Conta a lenda que há mais de 400 anos, na pacata Claddagh, viveu um mestre joalheiro chamado Richard Joyce. 
Antes de tornar-se mestre na arte das jóias Joyce foi pescador. Certo dia, enquanto pescava, o barco de Joyce foi capturado por piratas e seus tripulantes vendidos como escravos a um rico joalheiro Turco. Mas o infortúnio de Joyce não foi apenas a sua captura: exatamente naquela semana ele iria contrair matrimônio com a mulher que amava.
Os anos se passaram e não aconteceu o casamento. Joyce, com o tempo, tornou-se exímio artersão. Sem jamais esquecer sua amada, ele fez um anel de ouro para ela, onde no centro havia um coração que representava o amor, uma coroa que significava lealdade e nobreza e duas mãos representando a amizade.
Transcorrido oito anos Joyce finalmente consegui escapar de seus raptores e então retornar a sua vila. Lá, para sua felicidade, ele descobriu que seu amor nunca perdera a esperança do reencontro. Assim, ele deu o anel que tinha forjado a sua dama e finalmente se casaram.
Dessa forma o anel acabou convertendo-se em um símbolo relevante e carregando consigo o nome da pequena vila.  O anel Claddagh faz parte de um grupo maior de anéis chamados Fede (do italiano 'mãos na fé' 'mãos na lealdade'), cujo design era o de duas mãos se tocando, simbolizando fé, comprometimento e verdade, e que remontam aos antigos romanos.
Conforme consta a tradição tecida, se o anel é usado na mão direita, com a coroa de cabeça para baixo (invertida) significa que a pessoa que o usa é descomprometida. Se usado ao contrário, significa algum comprometimento.
Se o Claddagh é usado na mão esquerda, com a coroa apontando em direção aos dedos das mãos, o coração dela é totalmente comprometido com alguém.

Sozinho(a) : mão direita ponta do coração sentido ponta dos dedos 
Namoro :  mão direita ponta do coração sentido do pulso 
Noivado :  mão esquerda ponta do coração sentido ponta dos dedos
Casado(a) : mão esquerda ponta do coração sentido do pulso.

É verdade que para muitos, nos dias de hoje, esse anel não tem nada demais, não passa de um bem contado conto de fadas; ou então, de uma bela jogada de marketing. Realmente, numa sociedade que limita os relacionamentos ao sexo, ao dinheiro, à consquista e ao prazer, esse símbolo não tem sentido algum. Mas apesar de tudo, o Claddagh está aí, permanecendo intacto ao decorrer do tempo, ostentando seu significado: amar nobremente alguém que você partilha laços de amizade, confiança e lealdade. Não é um amor romântico ou fantasia, é um amor genuíno e sincero.






Fontes:

http://osparadoxos.blogspot.com/2009/05/anel-de-claddagh.html

http://www.joiabr.com.br/artigos/nov06.html


(Imagens retiradas do site Google)


.





domingo, 4 de setembro de 2011

Guerreira e Santa: Joana d'Arc - Guerreiras, Cap. 8




Joana d'Arc é considerada uma das mais ilustres mulheres guerreiras do ocidente.
Jeanne d'Arc (Domrémy-la-Pucelle, 6 de janeiro 1412 — Ruão, 30 de maio 1431), por vezes chamada de 'Donzela de Orléans', era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romé.
Nasceu numa singela casa de camponeses e foi criada e educada para converter-se em uma boa esposa. Além disso, não recebera qualquer outro tipo de educação e era praticamente uma analfabeta.
Quando Joana completou seus treze anos de idade, passou a ouvir vozes divinas: Miguel Arcanjo, Santa Catarina e Santa Margarida. Essas vozes falavam-lhe sobre seu destino de salvar a França dos ingleses.
Este incidente ocorreu no ápice da Guerra dos Cem Anos, conflito entre as monarquias francesa e inglesa que se iniciou em 1337 e teve fim em 1453.
A jovem guerreira tinha apenas 16 anos de idade quando, seguindo os conselhos das vozes santas, decidiu que iria coroar o rei (Carlos VII, o Delfim). Ela tinha a convicção de que a paz só ocorreria quando a França viesse a se tornar mais forte e o Delfim recebesse a coroa na catedral de Notre-Dame de Reims, conforme a tradição.
Assim, guiada por esse ímpeto a jovem convenceu seu padrinho, um soldado aposentado, a levá-la até o nobre Roberto de Baudricourt, chefe militar e senhor local. Ela tentou persuadir o nobre a conceder-lhe um exércido, fato que não se concretizou num primeiro momento, mas que mais tarde, devido sua popularidade, coragem, força  e os juramentos de lealdade que os soldados lhe fizeram, não deixou alternativas a Roberto.
Trajando roupas masculinas, Joana e seus cavaleiros atravessaram as terras dominadas pelos inimigos até chegar a Chinon, local onde se encontrava Carlos, o Delfim.
No encontro com o futuro rei, a jovem moça já dispunha de enorme popularidade, entretanto, temeroso quanto a reputação de Joana, Carlos decidiu pô-la a prova: disfarçou-se de nobre e pôs-se a ficar em uma sala cheia deles. Segundo consta a lenda, a jovem guerreira guiada pelas vozes santas, sem jamais ter antes visto o futuro rei, o encontrou e curvou-se diante dele e, então disse-lhe: "Senhor, vim conduzir os seus exércitos à vitória."
Convencido quanto ao caráter e nobreza de Joana, Carlos entrega-lhe uma espada, um estandarte, suas bençãos e o comando das tropas francesas, com o objetivo de libertar a cidade de Orléans, que havia sido invadida pelos ingleses.
Comandando um exército de 4000 soldados a jovem guerreira consegue sua primeira vitória sobre o inimigo. Após uma série de embates, enfim, em julho de 1429, Carlos teve sua coroação na Catedral de Notre-Dame de Reims. Dessa forma, Joana conquistara seu objetivo maior.
Todavia, Paris ainda era controlada pelos inimigos, deixando o poder de Carlos VII instável. Assim, mais uma vez Joana tinge os campos de batalha com sua figura, só que dessa vez, ela não obteve sucesso. Inicialmente ferida por uma flecha em seu peito, fez com que o exercito recuasse... passado algum tempo de sua recuperação, Joana investe suas tropas na cidade  Compiègne. Nessa cidade a jovem guerreira foi derrotada e capturada, e então vendida a coroa inglesa que a submeteu a um tribunal de inquisição.


Bruxa e herege foram algumas das acusações de ordem religiosa que fizeram Joana ser levada à fogueira. No dia de sua execusão ela trajava um vestido branco e tinha apenas 19 anos. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena com a finalidade de não serem objeto de adoração pública.
Anos mais tarde, em 1456, Joana foi considerada inocente pelo Papa Calisto III, e em 1909 a Igreja Católica autoriza sua beatificação vindo a se converter na santa padroeira da França.
Joana é o arquétipo da mulher guerreira e santa, ela foi a única pessoa registrada a comandar o exército de uma nação com apenas dezessete anos.

A fama de Joana d'Arc atravessou os tempos e transformou-se em temas de romances, teatro, games e filmes. Abaixo, dois trailer de duas versões da história de Joana d'Arc. A primera é a versão canadense e a segunda a americana.








 A próxima grande guerreira a ser aprensetada será Tomoe Gozen.
 

(Imagens retiradas do site Google)

Fontes:

http://www.joana-darc.net/

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Envolventes Melodias - Robert Delaney



A Irlanda não me proporcionou que eu conhecesse apenas lugares fantásticos. Aqui, além de estar rodeada de uma natureza exuberante, de uma arquitetura, cultura e folclore magníficos, pude também ter contato com a música produzida nesse país.
E um dos artistas que tive o grande prazer de conhecer seu trabalho chame-se Robert Delaney.
Robert Delaney é cantor, compositor e letrista natural da cidade de Dublin. Apaixonado pela música desde criança, Delaney, precocemente começou a escrever poesias e canções. Entretanto, faz pouco tempo que o artista trouxe suas obras a público, gravando no ano de 2010 seu primeiro trabalho, 'Lilies For My Sweetheart'. Suas composições tem influências de rhythm & soul, folk e blues.
Particularmente gostei muito de suas canção. São melodias penetrantes, envolventes, por vezes dolente, aveludadas. E tudo isso embalado ao som de sua linda voz. Uma voz que por vezes é quase um sussurro, instigante; por outras, levemente rouca, rebelde e sensual. Eu diria: combinação perfeita!


Never Knew

A once in a lifetime kind of love
How could we let that fall apart
To see how mighty we can be
Yet how fragile we really are

I never knew a love like that before
And so it goes the more you get has you only giving more
I never knew a flame could burn so cold
I just put my faith in the hands of love to see what would unfold.


See how seasons trade their secrets
Just as flowers bloom
Can't find no answers in my waking day
But there's mercy in that moon

I never knew a love like that before
And so it goes the more you get has you only giving more
I never knew a flame could burn so cold
I just put my faith in the hands of love to see what would unfold.


The power of the words we say
Can't ever be taken away
Something gets lost or so it seems
But I still believe in that dream
A once in a lifetime kind of love
How could we let that fall apart.




Gostou? Então, acesse:
http://robertdelaneymusic.com/


.