terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Intrusa

Me convida para teu silêncio...

(Therezinha Lucas Tusi)



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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Van Gogh, o suicidado pela sociedade


                                                        


Antonin Artaud ao defender outros malditos se revelava sempre um escritor apaixonado. Escrevia, me parece, movido por um forte impulso de indignação, isso porque o que defendia eram ideias com as quais se identificava profundamente;  ideias que eram, digamos, corpo do seu corpo.
Em Van Gogh, o suicidado pela sociedade, ensaio publicado em 1947, Artaud (que no decorrer de sua vida foi internado em vários manicômios, chegando inclusive a receber eletrochoques para tratar de seus delírios) defende com palavras – que valem por unhas e dentes – a não loucura do pintor holandês. Para ele "... Van Gogh não era louco; ou então ele o era no sentido desta autêntica alienação que a sociedade e os psiquiatras querem ignorar, sociedade que confunde escrita com texto, ela que tacha de loucura visões exorbitadas de seus artistas e sufoca seus gritos no papel impresso: foi assim que calaram Baudelaire, Edgar Alan Poe, Gerard de Nerval e o impensável Conde de Lautréamont. Porque tiveram medo que suas poesias saíssem dos livros e revertessem a realidade."
É o autêntico grito do condenado. Condenado que usa o martírio de outro condenado como instrumento de denúncia.  É ao mesmo tempo um intenso suspiro poético.

Abaixo o trecho onde o autor interpreta a tela Campo de Trigo com Corvos com a espantosa empatia que vibra em cada linha do texto. Certamente ninguém mais faria isso com tanto conhecimento dos mecanismos da criação artística. Só um grande criador para entender outro.

"Os corvos pintados por ele, dois dias antes da sua morte, não lhe abriram as portas de certa glória póstuma, como tampouco o fizeram suas demais telas, mas abrem para a pintura pintada, ou melhor, para a natureza não-pintada, a porta oculta de um mais-além possível, de uma permanente realidade possível através da porta aberta por Van Gogh para um enigmático e sinistro mais-além. Não é comum ver um homem, com o balaço que o matou já no seu ventre, povoar uma tela de corvos negros sobre uma espécie de campo talvez lívido, em todo caso vazio, no qual a cor de borra de vinho da terra se confronta violentamente com o amarelo sujo do trigo. Mas nenhum outro pintor além de Van Gogh teria achado, como ele o fez para pintar seus corvos, esse negro de trufa, esse negro de “banquete faustoso” e, ao mesmo, tempo, como que excremencial das asas dos corvos surpreendidos pelo resplendor declinante do crepúsculo. E do que se queixa a terra sob as asas dos faustosos corvos, sem dúvida faustosos só para Van Gogh, suntuosos augúrios de um mal que já não o afetará? Pois ninguém, até então, havia conseguido converter a terra nesse trapo sujo empapado de vinho e sangue. O céu do quadro é muito baixo, aplastrado, violáceo como as margens do raio. A insólita franja tenebrosa do vazio que se ergue atrás do relâmpago. Van Gogh soltou seus corvos, como se fossem os micróbios negros do seu braço de suicida, a poucos centímetros do alto e como se viessem por baíxo da tela, seguindo o negro talho da linha onde o bater da sua soberba plumagem acrescenta ao turbilhão da tormenta terrestre as ameaças de uma sufocação vinda do alto. E contudo o quadro é soberbo. Soberbo, suntuoso e sereno quadro."

                             
                                                          Campo de Trigo com Corvos
                                                       Vincent Van Gogh (julho de 1890)




Campanha Year of a Million Dreams | Disney

Campanha publicitária da Disney com celebridades como personagens de contos de fadas. A fotógrafa é a Annie Leibovitz. E o objetivo da campanha é trazer a magia de seus filmes para os seus parques. Confira as fotografias desse lindo trabalho! :)


"Onde um outro mundo é apenas um desejo de distância"Julianne Moore é a Pequena Sereia e em segundo plano, estrelas da natação como tritãos e demais sereias:Michael PhelpsJanet EvansRowdy GainesBrendan Hansen e Cullen Jones.
"Onde toda história de Cinderella vira realidade."
Scarlett Johansson da Cinderella
"Onde a imaginação salva o dia"
David Beckham é Prince Phillip da Bela Adormecida

"Onde você é o mais belo de todos"
Rachel Weisz de Branca de Neve
"Onde um novo mundo aguarda"
Jennifer Lopez é Jasmine e Marc Anthony é Aladdin

"Onde todos os seus desejos é o nosso comando"
Whoopi Goldberg é O Gênio

"Onde você nunca tem que crescer"
Mikhail Baryshnikov é Peter Pan, Gisele Bündchen é Wendy e Tina Fey é Tinkerbell

"Onde você é sempre o rei da corte"
Roger Federer de Rei Arhur

"Onde o país das maravilhas é o seu destino"
Beyonce é Alice, Lyle Lovett as the March Hare e Oliver Platt as the Mad Hatter

"Onde os sonhos correm livres"
Jessica Biel de Pocahontas

Onde a magia começa
Julie Andrews é a Fada Azul de Pinocchio e Abigial Breslin é Fira de Disney Fairies

Vanessa Hudgens como Aurora e Zac Efron como Filipe de A Bela Adormecida


Penelope Cruz e Jeff Bridges de A Bela e a Fera



Johnny Depp de Piratas do Caribe

Johnny Depp e Patti Smith de Piratas do Caribe

Jack Black, Will Ferrell, e Jason Segel  de
Hitchhiking Ghosts from The Haunted Mansion

Alec Baldwin de "espelho" e Olivia Wilde "de rainha má" de Branca de Neve e os sete anões.

Queen Latifah de Ursula de A pequena sereia.

Russell Brand de Capitão Gancho de Peter Pan.


Taylor Swift de Rapunzel.

Jennifer Hudson de Tiana de A princesa e o sapo.

Jessica Chastain de Merida de Valente.

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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Amar, Verbo Intransitivo - Mário de Andrade



Publicado em 1927, Amar, Verbo Intransitivo, é o primeiro dos dois romances do modernista Mário de Andrade.
Não é difícil imaginar o espanto que causou na época do lançamento. Não só pela trama – o que por si só bastaria para alterar os ânimos puritanos dos anos 20 – mas também pela linguagem profundamente imbuída do espírito da Semana de Arte Moderna; em suma: radical reconstrução.
Um dos aspectos mais marcantes de toda obra de Mário de Andrade é a constante busca pelo português brasileiro, este que é falado pelos vizinhos de, pelos parentes todos de todo mundo, pelo passante qualquer de rua. Podemos então dizer que o narrador de Amar, Verbo Intransitivo, é antecessor daquele que iria ainda mais fundo em Macunaíma, segundo romance do autor, por ele classificado como rapsódia devido à variedade presente no mesmo livro.
A história, narrada e estruturada de forma tão peculiar e até cinematográfica, gira em torno da iniciação sexual de Carlos, clássico jovem burguês, pela alemã Elza Fräulein (simplesmente Fräulein), contratada pelo pai de Carlos, Souza Costa, justamente para "ensinar o amor" ao filho mais velho, mas oficialmente para ensinar piano e alemão aos quatro filhos do casal. E aqui se faz notar a influência de Freud no livro de Mário (um apaixonado pela obra do pai da psicanálise): a iniciação sexual é vista como base para uma vida adulta decente, daí a importância que seja segura, sem descontroles. O sexo é a força motriz.
O autor usa de muita inteligência e humor para criticar a burguesia paulistana da época; crítica que está presente não só na construção de personagens e nas relações entre si, mas também na descrição de elementos burgueses caricaturais, como a biblioteca em que os livros são comprados apenas para serem expostos, e muitos dos quais nunca foram abertos, muito menos lidos.
Com estrutura e tema incomuns, é um livro incomum, que já começa a surpreender pelo título, já que amar não é um verbo intransitivo, e sim transitivo direto. Talvez seja essa uma forma de subverter ou desprezar a gramática dita correta, talvez uma forma de dizer que o ato amar é independente de objeto. Talvez os dois.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A sensual e cativante arte de Lena Sotskova

Filha única, descendente de uma geração de aristocratas russos, a artista Lena Sotskova nasceu na cidade de Moscou em 1963. Muito cedo imergiu na arte e na cultura, influência dos artistas, músicos e atores que visitavam a família. Por isso, quando Sotskova viveu o despertar de seus talentos, não se espantou em seguir seus instintos artísticos e criativos.
Aos quatro anos de idade Sotskova já pintava, fato que estimulou os pais a buscarem para ela uma educação formal, tendo aulas com aclamados e talentosos artistas. A música contracenou com a pintura em sua vida até os dezessete anos quando enfim decidiu dedicar-se de corpo e alma aos pincéis. Satskova percebendo que dom e talento não bastavam, levou sua educação a sério, entrando para universidade russa mais competitiva. Conforme consta sua biografia, "durante seus seis anos na universidade, ela estudou (entre muitas outras disciplinas), a história de estilos de arte mundiais, técnicas de arte de mestres do Renascimento, e métodos de pinturas de ícones como os encontrados em igrejas russas. Sotskova mesmo estudou anatomia e observou cadáveres reais em um necrotério para conhecer melhor a forma humana e melhorar a sua pintura do corpo humano".
Após seus muitos anos de estudo, Sotskova mudou-se para New York, onde a vibração e a emoção do lugar conferiram a suas obras novos ímpetos.
A arte de Sotskova é sensual e requintada. Ela explora muito bem os traços e as cores. Além disso tem uma atmosfera de encantado e onírico. A presença do feminino, do romance e de mascarados é marcante. É o tipo de arte que por si só conta uma história, que intriga e cativa.

Birth of Venus

Carnival

Chemistry

Concert

Destiny

Dream

Gemini

High Society

Inspiration 2

Just Love

Leading Violin

Modern Classic

Romance

With Gypsies



Para saber mais, acesse:
http://sotskova.com/


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