quinta-feira, 20 de março de 2014

Tonari no Totoro


Meu vizinho Totoro ou Tonari no Totoro  (となりのトトロ) é um filme de animação japonesa, que tem direção e roteiro de  Hayao Miyazaki.
As irmãs Mei e Satsuki se mudam com o pai para o interior do Japão, com o objetivo de ficar próximo da mãe que está internada em um hospital. Na sua nova casa, as garotas viverão muitas aventuras ao lado de Totoro, espírito protetor da floresta.
O filme é mágico e lindo, transporta o espectador para conhecer um pouco mais do imaginário japonês. Totoro, chama-se na verdade Torōru (que vem do inglês, "troll"), porém, a pequena Mei não consegue pronunciar este nome, chamando-o assim de Totoro.
Hayao Miyazaki é também diretor e roteirista do filme, Princesa Mononoke. Seus filmes tem como temas recorrentes a relação da humanidade com a natureza e a tecnologia, e a dificuldade em manter uma ética pacifista.


 


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segunda-feira, 17 de março de 2014

Homero



Homero é uma incógnita. Teria vivido provavelmente no século VIII a.C. Autor dos dois épicos — primordiais na literatura — Ilíada e Odisseia.
Tudo o que se sabe sobre ele é suposição, até mesmo sua existência. Alguns estudiosos afirmam que Homero foram vários poetas que se apoiaram na tradição oral para narrar as lendas heroicas da época (pois suas obras só foram escritas mais ou menos 200 anos após sua composição, até então foram registradas e repassadas apenas pela memória e pela palavra cantada na companhia de um instrumento). Uma coisa, porém, é certa: as duas principais obras atribuídas a ele são ricos, fundamentais, curiosos e poéticos registros da Grécia Antiga, sua mitologia, comportamento, sociedade etc.
Na Ilíada (primeira das duas epopeias, ponto em que há maior concordância entre estudiosos), Homero conta a tragédia de Aquiles, herói grego da guerra de Troia (que talvez tenha acontecido, talvez não) que se retira da batalha por um desentendimento com um aliado, mas acaba voltando para vingar a morte de seu escudeiro pelas mãos do inimigo. O poema narra um período de pouco mais de 50 dias da guerra e suas páginas cheiram a sangue e poeira de batalha. 
A Odisseia é continuação da Ilíada e narra o retorno de Odisseu (ou Ulisses, na mitologia romana) para sua terra natal, Ítaca, depois de ter lutado na guerra de Troia por dez anos. Ele enfrenta duras dificuldades até chegar à sua casa e livrar sua esposa, Penélope, dos Pretendentes que a atormentavam para que escolhesse um entre eles para esposo (já que se acreditava que Odisseu estava morto e a tradição dizia que a viúva deveria escolher outro marido).
Ambas as narrativas são muito sofisticadas e acabam nos levando para conhecer outros lugares e épocas; lugares e épocas regidos por deuses. Seja lá quando, onde ou quem foi, Homero criou um mundo paralelo vivo.



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domingo, 16 de março de 2014

Não sei bem o que me acontece

Não sei bem o que me acontece.
Talvez porque a vida daqui é diferente da Capital... porque aqui o silêncio tem um compasso maior, porque tudo se demora um pouco mais, sem aquela pressa faminta ou aquelas luzes loucas. Talvez o tempo daqui caminhe em um quadrante diferente. Aí me obrigo a me refazer, a respirar...
Aí acho minutos que julgava inexistentes e simplesmente me deixo observar.
Aqui é tudo tão pequeno, mas tão cheio de verde e céu azul, tudo tão mais “ei, olha que lindo aquele mimo-de-vênus”. Só que apesar de o tempo se demorar mais, as pessoas continuam com pressa. Ficam olhando só para si e alimentando imagens e identidades que não existem e não são.
O gesto das pessoas, os olhos das pessoas, tudo transpira uma sede de ter. “Onde fica o ser nisso tudo?”, pergunto.
Será que essas pessoas não percebem que correm em círculos e que fazem a vida se resumir em dormir, acordar e acumular.
Acumular dinheiro, segurança, status.
Nunca ouvi alguém falar na busca interior e poucos parecem conhecer a sabedoria ancestral ou prestam atenção a sabedoria do viver. Tudo é tão mecanicista!
A beleza não passa de uma máscara maquiada. Ninguém parou para celebrar a própria beleza, o que se é...
Essa gente nunca se pergunta a razão de viver?
Nunca se pergunta sobre o depois ou o que realmente se é?
Tudo se resume em matéria que apodrece e vira pó. Até os santos não passam de estátuas e a fé é mais uma forma de escape: “deixa que Deus resolva! Foi Deus quem quis assim”.
Eu me assusto com esse vazio...
Na Capital tudo isso também existe. Só que falta silêncio para perceber essa realidade.
A vida não passa só lá fora, ela pulsa aqui dentro.
Quem não conhece a si mesmo, não reconhece o outro.
Não é filosofia de livros, mas a filosofia própria que surge a cada vez que fechamos olhos para o mundo externo e abrimos para o interno.
É tanta gente que escolhe se acorrentar a padrões.
Fico assustada...
Mas isso deve fazer parte de um fluxo maior... cada qual no seu lugar e caminhada.
No fim, sou grata a essas pessoas que me fazem perceber que a fronteira de si mesmo é muito tênue com a de imagens-desejo.
Certo, certo... paro por aqui. É muito filosofismo e divagações.
No fim, é melhor viver e por hoje chega de escrita.

(Michelle C. Buss)


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sábado, 15 de março de 2014

A arte de Gustav Klimt



Gustav Klimt foi um pintor simbolista austríaco, nascido em 14 de julho de 1862 em Baumgarten, próximo à Viena, foi o segundo dos sete filhos de uma família pobre. Quando tinha apenas 14 anos, iniciou seus estudos na Escola de Artes e Ofícios. Mais tarde, abriu com o irmão Ernst um atelier painéis decorativos.
Klimt começou a ser reconhecido pelo seu trabalho, o que resultou em um contrato importante: pintar a escadaria do Museu Histórico de Arte de Viena. Nesse trabalho o artista pode dar sua contribuição pessoal ao estilo decorativa em questão. Após isso, Klimt sofre com a perda do irmão, Ernst, e então se desfaz do atelier. Inscreve-se para Sociedade dos Artistas Vienenses e lá funda o grupo Secessão, que editava a revista "Ver Sacrum", para a qual o artista contribuiu com diversas ilustrações.
Em 1905 Klimt deixa o grupo e uni-se aos pintores austríacos Egon Schiele e Oskar Kokoschka, realizando inúmeras viagens pela Europa. Nessa época Klimt desenvolveu uma pintura muito sua: ornamental, linear e feminina.
Klimt é famoso por uma série de retratos femininos, considerados provocativos e delicados. Em sua famosa obra, "O beijo", Klimt retrata ele mesmo e sua modelo preferida e também amante, Emilie Flöger. A arte de Klimt transita entre o figurativo e o abstrato, entre o sonho e lapsos de realidade. Conforme Vanessa Beatriz Bortulucce, pesquisadora ligada à  Unicamp:

"As obras de Klimt, especialmente da chamada ‘fase dourada’, fazem diversas releituras da arte oriental. Não o Oriente que serve de inspiração para o ‘japonismo francês’, mas a arte bizantina, e mesmo a egípcia que inspiram Klimt. Suas obras mais reconhecidas são aquelas onde as colagens de elementos – já experimentando novos materiais propostos pelas vanguardas – são muito utilizadas. Muitas delas são realizadas diretamente em muros ou paredes, novamente uma releitura do suporte usado"

Depois da morte de sua mãe, Klimt opta por utilizar cores mais sombrias, beirando a monocromia.
O renomado artista morre em 1918, vítima de um ataque de apoplexia.



"O Beijo", 1908

"As virgens", 1910

"Beethoven Frieze - The Hostile Forces", 1902

"Retrato de Adele Bloch-Bauer I", 1907
"Judith I", 1901
"Retrato de Emilie Flöge", 1902
"Stoclet Fries", 1905
"Wasserschlangen II", 1904
"Altar de Dionísio", 1886
"Hygieia", 1900
"Water Serpents I", 1904
"Pallas Athene", 1898
"A morte e a vida", 1915
"Danae," 1907


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sexta-feira, 14 de março de 2014

Espetáculo teatral CARÍCIAS



Sinopse:
CARÍCIAS, do autor catalão Sergi Belbel, é composta por um conjunto de cenas curtas onde as personagens se encontram em pares evidenciando o tipo de relação que têm uma com a outra: marido e mulher, mãe e filha, irmão e irmã. De cada dupla uma personagem resta para ...a cena seguinte, nos lembrando que assumimos diversas posições em sociedade. Hora somos filhos, hora somos pais. O que devemos ser em cada uma destas posições? Devemos ser alguma coisa? Qual a distância entre aquilo que somos e aquilo que esperamos ou esperam de nós? Somos feitos de carne, ossos e sangue, e também de verdades, mentiras, dores e alegrias. Carícias traz à cena uma reflexão sobre a incomunicabilidade humana. Palavras são ditas, algumas são ouvidas, e todas são respondidas. Como resultado desta falha na comunicação há violência, algumas vezes moral e outras física. As personagens são figuras que mesmo em meio à multidão sentem-se sós. E que encontram no samba uma forma de transformar a dor em alegria. Pois, “o samba é o pai do prazer e é o filho da dor”.

Produção: TPE (Teatro Pesquisa Extensão)

Direção: ANDER BELOTTO

Autor: SERGI BELBEL
Tradução: CHRISTIANE JATAHY
Orientação de direção: DRª. INÊS ALCARAZ MAROCCO
Orientação de atuação: MS. ANDRÉ ROSA

Elenco:
DIOGO VERARDI / FILIPPI MAZUTTI / JUÇARA GASPAR / JULIANO RABELLO / LUIZ MANOEL/ MATHEUS MELCHIONNA / MORGA BALDISSERA / RITA SPIER / SILVANA RODRIGUES / SUZANA WITT

QUANDO: TODAS AS QUARTAS-FEIRAS DE ABRIL, SEMPRE ÀS 12H30 E ÀS 19:30.
ONDE: SALA ALZIRO AZEVEDO – DAD – SALGADO FILHO, 340, CENTRO, POA
DURAÇÃO: 55 MINUTOS
ENTRADA FRANCA
 
 
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